
O Irã alertou neste domingo (20) que poderá enfrentar um novo grande ataque dos Estados Unidos e de seus aliados e ameaçou responder por um período prolongado contra bases e interesses americanos. O aviso elevou a tensão regional após ataques com drones e mísseis contra a Arábia Saudita. Com informações de cnnbrasil.com.br.
O comando militar central iraniano afirmou à mídia estatal que recebeu informações sobre a preparação de uma ofensiva, mas não apresentou detalhes nem provas. Os militares disseram que aliados regionais de Washington também serão considerados partes do conflito em caso de ataque.
O Departamento de Estado dos EUA publicou no sábado (19) um alerta de segurança sobre a possibilidade de uma escalada inesperada no Oriente Médio. O órgão recomendou que cidadãos americanos redobrassem a atenção diante de possíveis cancelamentos de voos e fechamentos do espaço aéreo.
Também no sábado, os houthis, grupo apoiado por Teerã no Iêmen, afirmaram ter atacado Riad e uma instalação petrolífera em Yanbu, cidade saudita no Mar Vermelho. Imagens da Reuters registraram uma grande coluna de fumaça preta perto do principal aeroporto internacional da capital saudita após explosões durante a noite.

Ataques dos houthis pressionam a Arábia Saudita
A Arábia Saudita não comentou o incidente nem confirmou a versão dos houthis. Uma coalizão liderada pelo país, que combate o grupo no Iêmen, declarou ter frustrado outros ataques contra território saudita.
O avanço dos houthis pela costa iemenita levou suas forças para perto do estreito de Bab el-Mandeb, rota marítima entre o Mar Vermelho e a Ásia. A posição permite ao grupo ameaçar a circulação de navios em uma passagem relevante para o comércio e o transporte de energia.
O bloqueio iraniano à maior parte do tráfego no estreito de Ormuz já restringe as exportações de energia do Golfo e pressiona os preços do petróleo. Os Estados Unidos também mantêm um bloqueio aos portos iranianos, o que limita as vendas de petróleo de Teerã e agrava a crise econômica no país.
Quase sete meses após o início da guerra, o cessar-fogo provisório firmado em junho desmoronou em julho por divergências sobre seus termos. O Irã reiterou que não reabrirá o estreito de Ormuz até que as condições do acordo sejam cumpridas, enquanto o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, disse que o país terá de continuar “lutando e negociando” para conter seus inimigos.