Força bolsonarista derruba lideranças de grandes igrejas evangélicas nas eleições

Urna eletrônica usada nas eleições brasileiras
Romildo Ribeiro Soares – R. R. Soares . Foto: Divulgação/Show da Fé

A votação das eleições de 2026 deixou sem mandato ou sem eleição nomes vinculados institucionalmente a grandes igrejas evangélicas em São Paulo e no Rio de Janeiro. Entre os casos citados estão os quatro filhos do missionário RR Soares, da Igreja Internacional da Graça de Deus, e candidatos ligados ao Ministério de Madureira da Assembleia de Deus do Brás.

O pastor Samuel Ferreira, líder da Assembleia de Deus do Brás, buscava eleger quatro deputados em São Paulo, mas nenhum deles conquistou uma cadeira. A coluna de Demétrio Vecchioli atribuiu o resultado ao avanço de candidaturas bolsonaristas que se apresentam como evangélicas sem compromisso institucional com as denominações.

O deputado federal Cezinha de Madureira (PL) recebeu 60.596 votos e terminou na 21ª posição entre os candidatos do partido em São Paulo. O PL elegeu 19 deputados federais no estado, e Cezinha ficou como segundo suplente.

Na disputa pela Assembleia Legislativa paulista, Oseias de Madureira (PL) teve 42 mil votos e Elias de Madureira (PL), 32 mil. Oseias havia recebido 137 mil votos em 2022; Rogério de Madureira (PL), candidato a deputado federal no interior, somou 31 mil votos.

Filhos de RR Soares também ficam fora dos mandatos

A vereadora Pastora Sanda Alves (União), outra candidata apoiada pela Assembleia de Deus do Brás, não se elegeu deputada federal, mas ficou como primeira suplente da Federação União Progressista. Alex Madureira (PL), que se afastou da denominação, obteve 122 mil votos para deputado estadual e manteve sua vaga na Alesp.

Marcello Crivella ao lado de RR Soares. Foto: Reprodução/Rodrigo Di Carmo

Em São Paulo, David RR Soares terminou em décimo na lista do Podemos, que elegeu seis deputados federais, enquanto Daniel Soares ficou em 14º na federação entre Progressistas e União Brasil, responsável por eleger nove nomes. No Rio, Felipe RR Soares virou segundo suplente na federação PSDB-Cidadania, e Marcos RR Soares ficou como terceiro suplente de seu partido para a Câmara.

André RR Soares e seu primo, o ex-prefeito do Rio Marcelo Crivella, também não chegaram ao Senado pelo Republicanos. Crivella alcançou 3,39% dos votos, e Waguinho, que tinha André como primeiro suplente, registrou 0,73%.

A Igreja Universal reelegeu o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, como deputado federal por São Paulo, enquanto Edna Macedo perdeu a cadeira na Assembleia Legislativa e se tornou quinta suplente. No Amazonas, Silas Câmara (Republicanos-AM) ficou como primeiro suplente, e Fran Bayer (Republicanos-RS), ligada à Assembleia de Deus do Brás, tornou-se segunda suplente de uma bancada de dois deputados.

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