Flávio Bolsonaro anuncia recrutamento de fiscais e volta a atacar urnas eletrônicas

Flávio Bolsonaro durante transmissão ao vivo
Flávio Bolsonaro durante transmissão ao vivo. Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, anunciou que pretende recrutar fiscais para acompanhar as urnas eletrônicas no dia da eleição. Em live na noite desta quinta-feira (17), ele disse que criará um site para inscrição e credenciamento dos interessados.

“A gente vai começar a fazer um trabalho de arregimentação de pessoas para nos ajudar na fiscalização no dia da eleição. Então, vamos divulgar os fiscais de urna”, afirmou o senador. Ele disse que os voluntários receberão uma orientação rápida sobre o acompanhamento do processo.

Flávio declarou que quer ter “gente nossa, pelo Brasil inteiro”, sobretudo no momento do encerramento da votação. Sem apresentar exemplos ou provas, alegou que a medida buscaria impedir que “pessoas mal-intencionadas votem no lugar de outras” e cometam atos ilegais.

A Justiça Eleitoral usa ferramentas para impedir esse tipo de irregularidade, entre elas a identificação biométrica dos eleitores. Desde a estreia das urnas eletrônicas, não há registro de fraude no equipamento capaz de alterar o resultado de uma eleição.

Flávio Bolsonaro durante agenda de campanha eleitoral
Flávio Bolsonaro durante agenda eleitoral. Foto: Reprodução

Testes públicos e mecanismos de verificação das urnas

Antes de cada pleito, o Tribunal Superior Eleitoral promove testes públicos de segurança para identificar possíveis vulnerabilidades nos sistemas eleitorais. Cidadãos brasileiros maiores de 18 anos e especialistas em computação podem participar da iniciativa.

Um dos itens submetidos à análise é o código-fonte, conjunto de instruções que define o funcionamento dos programas da urna. O TSE abre esses códigos um ano antes da eleição para inspeção de entidades autorizadas, que podem pedir esclarecimentos sobre o sistema.

Desde a primeira edição do Teste Público de Segurança, em 2009, nenhum participante encontrou falha que comprometesse o sigilo do voto ou o resultado eleitoral. Depois da verificação, os sistemas passam por assinatura digital e lacração, o que permite identificar qualquer modificação posterior.

No dia da votação, urnas sorteadas participam de testes de integridade acompanhados e filmados, com comparação entre votos em cédulas de papel e os registros eletrônicos. Cada seção também emite a zerésima antes da abertura e o boletim de urna ao fim da votação, documento afixado no local e acessível por QR Code para conferência dos totais divulgados pelo TSE.

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