
O ator Juliano Cazarré se manifestou sobre as críticas recebidas de outros artistas, que consideraram seu evento “O Farol e a Forja” machista e misógino. Em uma mensagem enviada à Folha de S. Paulo, ele expressou gratidão, afirmando que as críticas ajudaram na divulgação do curso voltado para o público masculino.
O evento tem como objetivo abordar temas relacionados ao “enfraquecimento masculino” e reunirá homens que “assumem seu papel”. Segundo o ator, as reações negativas contribuíram para o sucesso do curso, que acontecerá entre os dias 24 e 26 de julho, em São Paulo, na Uni Ítalo.
Apesar da controvérsia em torno do curso, o ator, que é conhecido por suas opiniões conservadoras e católicas, manteve uma postura reservada sobre o evento. Quando questionado sobre o aumento da procura ou apoio de outros artistas, ele optou por não responder diretamente, preferindo seguir a sua linha de comunicação pelo canal pessoal.
No entanto, ele destacou que “eles têm direito à opinião deles e me fizeram um favor enorme. O evento explodiu. #gratidão”, disse. O curso “O Farol e a Forja” já gerou discussões acaloradas entre colegas de profissão.
A atriz Marjorie Estiano, por exemplo, classificou o discurso dele como algo “um discurso que já é ampla e profundamente difundido e que mata mulheres todos os dias”. “Descobri de onde o Cazarré tira suas ideias”, disse ela.
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Já o ator José de Abreu, com quem Cazarré trabalhou em “Avenida Brasil”, ironizou o evento em uma postagem no Instagram, fazendo uma comparação negativa com um vaso sanitário e lixo, em referência ao conteúdo do curso.
Claudia Abreu, por sua vez, chamou a atenção para os altos índices de feminicídio no Brasil, sugerindo que o evento do ator não contribui para o debate positivo. A atriz Elisa Lucinda foi ainda mais enfática, afirmando que a iniciativa dele vai “na contramão dos avanços do mundo”.
“Desculpa, meu colega Cazarré, mas não me parece razoável tamanho atraso no seu pensar. Jesus era de esquerda. Multiplicação dos peixes nunca foi coisa de direita. O Bolsa Família parece mais com planos de Jesus. Já assinar embaixo as loucuras do Trump, por exemplo, me parece coisa dos romanos que mataram Jesus. Acho essa iniciativa da Forja aí um grande e preocupante delírio“, disse a atriz Elisa Lucinda.
O ator Paulo Betti também se juntou às críticas: “É tanto convencimento que ele se refere a si na terceira pessoa, como se fosse uma entidade”, disse.