
Flávio Bolsonaro disse nesta semana que o caso Dark Horse já é página virada. O que ele quer dizer é que o caso desapareceu dos jornais e não é mais notícia porque não há vazamentos da investigação. Nada mais se sabe desse caso.
Os vazamentos não têm espaço nos jornais quando o filho de Bolsonaro é o alvo. O filho que interessa é o de Lula. Flávio está sendo poupado pelos vazadores e pelos receptadores de vazamentos, principalmente em O Globo.
Flávio debocha da imprensa quando diz que o caso é página virada. A cobertura dos jornalões abandonou os rastros dos R$ 62 milhões liberados por Daniel Vorcaro. Os ‘fatos novos’ acontecem agora em torno de quem eles chamam de Lulinha.
Por isso, não diz nenhum absurdo quem afirma que não há como o filho de Lula escapar do cerco promovido pela extrema direita e pelos jornalões. Nem que André Mendonça levante o sigilo das investigações e tudo o que foi apurado até agora chegue à imprensa e nada de grave seja revelado.
Por que não resolve? Porque qualquer informação, mesmo sem relevância, será usada contra Fábio Luís. Como usam hoje os vazamentos. Podem divulgar uma informação por dia. Uma bobagem qualquer, mas embalada como denúncia de impacto.
Como a Globo fez com a história de que havia um contrato pronto para que o filho de Lula intermediasse no governo, em nome da lobista Roberta Luchsinger, a venda de canabidiol ao Ministério da Saúde.

A mulher queria vender canabidiol, mas o governo não usa canabidiol no SUS. Poderia tentar vender 50 mil toneladas de salmão e alcaparras e teria mais chance de sucesso. É assim que qualquer informação sobre Fábio, mesmo as completamente sem sentido, ganha embalagem e coerência no Jornal Nacional e em manchetes dos jornalões.
Porque a grande imprensa precisa oferecer ‘notícias’ contra o filho de Lula às redes sociais e aos tios do zap de Flávio Bolsonaro. Qualquer notícia. Se apurarem que Fábio telefonou duas vezes para a amiga de uma tia da lobista, os jornalões darão manchete.
O filho de Lula só escapa do cerco se descobrirem que a lobista vendia cloroquina ao governo e ele fazia intermediação. Mas para o governo de Bolsonaro, lá em 2021.
Se vendessem cloroquina e vacinas, o filho de Lula e Roberta ficariam numa boa. Todos os que venderam e disseminaram a cloroquina e os que tentaram vender vacina escaparam do sistema de Justiça.
Todos os denunciados pela CPI da Pandemia estão livres, incluindo seis coronéis. O filho de Lula não tem futuro lidando com canabidiol.