Filha de Maradona denuncia manipulação da família por médicos durante tratamento

Diego Maradona – Foto: Marcos Brindicci/Getty Images

Nesta terça-feira (21), Gianinna, filha de Diego Maradona, declarou que a equipe médica que acompanhou seu pai nas semanas anteriores ao seu falecimento agiu de forma manipulativa. Essa afirmação foi feita durante o julgamento que investiga as responsabilidades relacionadas ao caso.

“A manipulação foi completa e terrível, eu me sinto uma tola”, afirmou Gianinna em seu depoimento. Ela citou três profissionais como responsáveis por condutas que considera negligentes: o neurocirurgião Leopoldo Luque, a psiquiatra Agustina Cosachov e o psicólogo Carlos Díaz.

“Infelizmente, confiei neles, que nos manipularam e deixaram meu filho e meus três sobrinhos sem avô”, lamentou. Essas declarações fazem parte do processo que investiga possíveis falhas no atendimento ao ex-jogador.

Sete pessoas estão sendo julgadas. Além de Luque, Cosachov e Díaz, também são réus Nancy Forlini, Mariano Perroni, Pedro Pablo Di Spagna e Ricardo Almiro. Se condenados, os réus podem enfrentar penas que variam de 8 a 25 anos de prisão.

Diego Maradona faleceu em 25 de novembro de 2020, enquanto se recuperava de uma cirurgia cerebral para tratar um coágulo. Exames posteriores indicaram que a causa da morte foi um infarto. Na ocasião de seu falecimento, ele estava sob cuidados em casa.

Mobilização da Filha de Maradona por manipulação médica em julgamento – Foto: Divulgação

Durante seu depoimento, Gianinna também comentou sobre as orientações médicas recebidas na época. “Luque nos disse que a melhor alternativa era a internação domiciliar intensiva. Nunca esquecerei daquela gravação de áudio de Leopoldo Luque. Ele explicou que, se isso não funcionasse, haveria outra possibilidade, mas que primeiro deveríamos tentar a internação domiciliar, que era a melhor opção naquele momento”, relatou.

“Não foi uma decisão impulsiva. Com a visão que tenho hoje, ouvindo as gravações, não consigo imaginar que eles planejavam algo distinto”, concluiu. O processo havia sido anulado em maio de 2025 após questionamentos sobre o envolvimento de uma juíza em um documentário a respeito do caso.

Artigo Anterior

Reflexões sobre o debate fútil e evasivo envolvendo o filho ungido, por Moisés Mendes

Próximo Artigo

Itamaraty chama embaixada dos EUA após a retirada de delegado da PF

Escrever um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter por e-mail para receber as últimas publicações diretamente na sua caixa de entrada.
Não enviaremos spam!