
O estrategista político israelense Nevo Cohen afirmou que atua em uma campanha eleitoral no Brasil, mas não revelou qual candidato, partido, empresa ou grupo político o contratou, segundo o jornalista Paulo Motoryn. Cohen trabalhou para Itamar Ben-Gvir, ministro da Segurança Nacional de Israel e um dos principais nomes da extrema-direita do país.
Cohen afirmou que havia voltado naquela semana de uma campanha eleitoral brasileira. Ele classificou a disputa como “bastante tranquila”, com “ataques e reações” previsíveis, e disse que a equipe havia iniciado “um processo de reestruturação e reagrupamento”.
Na mesma mensagem, o estrategista antecipou uma mudança de fase após o torneio de futebol. “Assim que a Copa do Mundo terminar, partiremos para a ofensiva”, escreveu, sem detalhar o objetivo da ação nem os responsáveis pela campanha.
Cohen voltou ao tema em episódio de seu podcast exibido em 7 de julho. “Já não é segredo que estou fazendo uma campanha no Brasil”, afirmou. O apresentador respondeu que ele já havia mencionado a atividade no próprio programa.

Copa do Mundo entrou na estratégia relatada por Cohen
Cohen disse que sua equipe havia preparado uma ação ligada ao Mundial e precisou mudar o conteúdo após a eliminação da Seleção Brasileira. “Agora que o Brasil foi eliminado, isso estragou algumas das coisas para nós. Não vou dizer exatamente o quê”, declarou.
Ele acrescentou que o grupo havia feito uma alteração de conteúdo nos dois dias anteriores e aguardava os resultados. As falas indicam que a atuação relatada por Cohen incluía a elaboração ou adaptação de materiais de campanha, e não apenas aconselhamento político.
Em 17 de julho, o Brasil voltou a ser citado em outro episódio do podcast. Cohen explicou que chegara atrasado porque conversava com alguém no exterior, e seu colega comentou: “Brasil na agenda, tudo certo, telefonemas do Brasil.” O estrategista não contestou a referência.
A trajetória de Cohen inclui o comando da campanha do partido de extrema-direita Otzma Yehudit em 2022. Ele também seguiu como assessor de Ben-Gvir depois que o político assumiu o Ministério da Segurança Nacional de Israel e já criticou o governo de Benjamin Netanyahu por não ser “suficientemente de direita”.