Escala 6×1 e “taxa das blusinhas”: como devem ser as votações no Congresso

Lula entre Davi Alcolumbre e Hugo Motta em cerimônia no Palácio do Planalto
Lula entre Davi Alcolumbre e Hugo Motta em cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília. Foto: Reprodução

O presidente Lula (PT) se reuniu com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para articular as votações da última semana de atividades do Congresso antes das eleições de 2026. A prioridade do governo é aprovar a PEC que prevê o fim da escala de trabalho 6×1.

As comissões e os plenários da Câmara e do Senado devem retomar a análise de projetos a partir desta segunda (31). Embora o Congresso não esteja oficialmente em recesso, a agenda parlamentar perdeu ritmo desde o início do período eleitoral, e os deputados e senadores só devem retornar a Brasília em novembro depois desta semana.

Alcolumbre enviou a proposta sobre a jornada de trabalho à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em 21 de agosto, após quase três meses de espera. Integrantes da base governista pressionam para que o colegiado e o plenário votem o texto no mesmo dia, mas o presidente do Senado não assumiu esse compromisso após a reunião com Lula e Motta.

O senador Omar Aziz (PSD-AM), relator da PEC, manteve o texto aprovado pela Câmara. Senadores avaliam que a proposta teria votos para passar no plenário se chegar a essa etapa, enquanto aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, atuam para impedir uma votação antes da eleição.

Manifestação pedindo o fim da escala 6×1. Foto: reprodução

Congresso também deve votar MP sobre compras internacionais

A medida provisória que encerrou a cobrança de 20% de imposto sobre compras internacionais de até US$ 50, conhecida como taxa das blusinhas, também integra a lista de prioridades. Publicada em maio, a MP precisa ser aprovada ou rejeitada até 8 de setembro para não perder a validade.

O texto autoriza o ministro da Fazenda a modificar as alíquotas do imposto de importação sobre remessas postais internacionais, inclusive para zerar a cobrança em aquisições de até US$ 50. Se o Congresso não votar a medida, a tributação voltará a vigorar em 9 de setembro.

O governo já construiu um acordo sobre o tema com Motta e Alcolumbre. A comissão mista responsável pela MP deve se reunir na terça (1º), e Câmara e Senado podem analisar a proposta em plenário no dia seguinte.

A PEC da Segurança Pública aguarda votação na CCJ do Senado e pode avançar na quarta (2), depois de seis meses parada na Casa. O relator Rogério Carvalho (PT-SE) deve apresentar parecer favorável sem mudar o texto aprovado pelos deputados, e Lula afirmou que pretende criar o Ministério da Segurança Pública após a promulgação da proposta.

Os parlamentares ainda têm na agenda o Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center, voltado a estimular a instalação dessas estruturas no país, e a Política Nacional de Minerais Críticos. O projeto sobre minerais, aprovado pela Câmara em maio, prevê um fundo de R$ 5 bilhões para atrair investimentos a um setor estratégico para baterias, turbinas eólicas, painéis solares e semicondutores.

Artigo Anterior

Flávio estreia plataforma para receber doações de campanha

Próximo Artigo

Justiça do Rio decreta falência do Grupo Refit, dono da Refinaria de Manguinhos

Escrever um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter por e-mail para receber as últimas publicações diretamente na sua caixa de entrada.
Não enviaremos spam!