
O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) se reuniu com cerca de 20 motoboys e entregadores nesta quinta-feira (20), na Consolação, região central de São Paulo, em um encontro interrompido por uma acusação de pagamento aos participantes. Um entregador afirmou que colegas teriam recebido R$ 200 para comparecer à agenda.
Enquanto gravava a abordagem, o homem chamou os presentes de “falsos entregadores” e disse que eles estavam ali para “mostrar a cara”. A acusação provocou um princípio de tumulto entre os trabalhadores reunidos com o governador de Minas Gerais.
Quatro entregadores foram em direção ao autor das acusações, e um deles o empurrou. Integrantes do grupo também disseram que resolveriam a situação depois do encontro.
Seguranças de Zema intervieram e retiraram o entregador do local, levando-o para dentro do espaço destinado à categoria. Antes de sair, ele voltou a gritar e insultar os participantes.
Zema continuou a conversa com o grupo após a confusão e não se manifestou sobre o episódio. Os trabalhadores relataram problemas de segurança, taxas cobradas pelas plataformas e desrespeito de clientes.
Uma das reivindicações apresentadas pede que o valor mínimo por entrega suba de cerca de R$ 7 para R$ 10. Os motoboys defenderam uma remuneração maior pelo serviço prestado por aplicativos.
O entregador Demétrius Rodrigues, de 22 anos, também reclamou dos custos para alugar bicicletas. Ele afirmou que empresas que oferecem o equipamento cobram valores altos pelos seguros, além de criticar o valor pago por cada entrega.
Zema prometeu obrigar empresas de aplicativos a pagarem uma taxa aos entregadores no momento em que confirmarem os pedidos, caso vença a eleição. O candidato ainda defendeu reuniões entre plataformas e trabalhadores para discutir pagamentos e cobranças: “Eles nunca se reuniram com as empresas”.