
O Santuário Nacional de Aparecida, em São Paulo, inicia neste sábado (3) a Novena da Padroeira do Brasil 2026, em meio à repercussão dos ataques de integrantes da extrema direita a representantes da Igreja Católica e da disputa eleitoral que envolve o nome de Nossa Senhora Aparecida. Com o tema “Com Maria, em comunidade, conhecer e praticar a Palavra”, a programação segue até 11 de outubro. No dia 12, o santuário terá celebrações especiais em homenagem à santa.
Entre os ataques estão as acusações de Flávio Bolsonaro (PL) contra integrantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Sem apresentar provas, o senador afirmou que membros da entidade ajudaram o PT a disseminar a alegação de que ele retiraria de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. A CNBB negou ter participado da produção ou divulgação de desinformação e respondeu: “A mentira não se combate com outra mentira”.
Durante a novena, os devotos terão dois momentos diários de oração: a Novena da Tarde, às 15h, conduzida pelos Missionários Redentoristas, e a Novena Solene, às 19h, celebrada por bispos convidados de diferentes regiões do país.
Esta será a primeira edição com dom Mário Antonio da Silva à frente da Arquidiocese de Aparecida. Nomeado pelo papa Leão XIV em março deste ano, o religioso já presidiu a Novena Solene em outras ocasiões e agora conduz a arquidiocese que abriga o Santuário Nacional.
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Bolsonarismo x Igreja Católica
Na última quarta-feira (30), o blogueiro bolsonarista Allan dos Santos, foragido da Justiça brasileira e aliado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), atacou a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) com palavrões, insultos homofóbicos e insinuações sexuais.
Morador dos Estados Unidos, ele chamou os religiosos de “um bando de viadinho, filhos da puta” e dirigiu ofensas a Dom Vicente de Paula Ferreira, bispo de Livramento de Nossa Senhora, na Bahia.
No vídeo, Allan lê uma publicação de Dom Vicente em resposta às acusações de Flávio Bolsonaro contra a CNBB.