
Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta segunda-feira (7), durante o ato bolsonarista na Avenida Paulista, que ele e seus aliados serão alvo de uma “terceira facada” na campanha presidencial. Sem apresentar provas de um plano para atacá-lo ou interferir na eleição, o candidato repetiu duas vezes o alerta diante dos apoiadores. “Vão tentar uma terceira facada. Não só em mim, mas também nos meus aliados.”
Na sequência, Flávio Bolsonaro associou a previsão a uma suposta tentativa de interferência eleitoral. “E o que eu tenho a dizer a vocês que vão tentar mais uma vez interferir nas eleições? Não vai adiantar nada, porque eu tô aqui de peito aberto e nós juntos somos muito mais fortes do que eles!”, declarou.
Flávio usa o atentado sofrido por Jair Bolsonaro durante a campanha de 2018 e também uma comparação feita pelo próprio Flávio Bolsonaro no discurso desta segunda, a que ele chama de “segunda facada” a condenação definitiva do pai a 27 anos e três meses pela tentativa de golpe de Estado e classificou o processo sobre a trama golpista como uma “farsa”.
Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, durante o ato de 7 de Setembro na Avenida Paulista, que “vão tentar uma terceira facada, não só em mim, mas também nos meus aliados”.
“O que eu tenho a dizer a vocês que vão tentar mais uma vez interferir nas eleições, não vai adiantar nada, porque… pic.twitter.com/yqpempYoT0
— exame (@exame) September 7, 2026
Flávio Bolsonaro também afirmou que faz campanha usando colete à prova de balas. “Eu faço campanha de colete à prova de balas, eu coloco o meu peito na frente do povo brasileiro”, disse.
A fala ocorreu em meio a um ato na Paulista marcado por ataques a Alexandre de Moraes e manifestações de apoio a André Mendonça. Flávio Bolsonaro afirmou que Moraes precisa deixar o Supremo, associou o ministro a Lula e prometeu indicar cinco integrantes da Corte caso seja eleito presidente. Aliados como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o prefeito da cidade de São Paulo, Ricardo Nunes, e os deputados Nikolas Ferreira e Gustavo Gayer também participaram da manifestação.
O ato convocado por Flávio Bolsonaro na Avenida Paulista reuniu 28,5 mil pessoas no pico e ficou abaixo das manifestações bolsonaristas de 7 de Setembro de 2025, 2024 e 2022, segundo contagem do Monitor do Debate Político da USP em parceria com o Cebrap e a More in Common. A campanha havia estabelecido a meta de levar 100 mil apoiadores à avenida.