Deputada “antifeminista” é investigada por invasão a sindicato e arremesso de pés de frango

Eduarda Campopiano
Eduarda Campopiano durante invasão a sede do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo, a APEOESP. Foto: Reprodução

O Ministério Público de São Paulo investiga a deputada estadual eleita Eduarda Campopiano (PL) por um ato na sede do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo, a APEOESP, que terminou com o arremesso de pés de frango contra pessoas no local. O caso gerou boletim de ocorrência por violação de domicílio.

Eduarda, de 23 anos, teria participado da invasão com outras 14 pessoas em 14 de janeiro, na sede central da entidade, na Praça da República, no centro de São Paulo. A investigação também apura a suspeita de agressões contra funcionários e professores.

O grupo protestava contra o reajuste do piso nacional do magistério, que ainda não havia sido oficializado naquela data. Entre os participantes estava o vereador Kleber Ribeiro, também do PL.

Testemunhas relataram que os bolsonaristas gritaram palavrões e palavras de ordem contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o STF. A discussão envolveu funcionários, professores e integrantes do grupo que entrou no sindicato.

Boletim relata tumulto e risco à integridade física

Segundo o registro policial, a hostilidade aumentou durante a manifestação, quando pessoas do grupo arremessaram objetos contra trabalhadores da APEOESP. Eduarda e Kleber são apontados como participantes do arremesso de pés de frango.

O boletim afirma que cerca de 15 pessoas entraram na sede sindical “supostamente para fins de protesto”. O documento registra “palavras de ordem e expressões agressivas e intimidatórias” dirigidas ao sindicato, ao presidente em exercício e a partidos políticos.

O relato também cita o lançamento de “objetos (notadamente pés de frango)” contra funcionários. Para a ocorrência, a ação provocou “tumulto”, “constrangimento e risco à integridade física” de quem estava no prédio.

A denúncia foi registrada no 3º Distrito Policial, em Campos Elíseos, na capital paulista. A apuração do Ministério Público tramita a partir dos fatos relatados no boletim de ocorrência.

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