
A presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou um acordo de cooperação energética com os Estados Unidos com duração prevista de 25 anos e afirmou que o projeto poderá elevar em mais de 1,5 milhão de barris por dia a produção de petróleo do país. Segundo ela, a parceria prevê investimentos estadunidenses em tecnologia, infraestrutura e capacidade produtiva.
Em pronunciamento à população, Delcy afirmou que o acordo contempla o desenvolvimento de 17 campos considerados estratégicos. A Venezuela entraria com suas reservas de petróleo, a estrutura da indústria nacional e a experiência de seus trabalhadores, enquanto os Estados Unidos forneceriam capital e tecnologia.
“Cada parte aporta aquilo que pode fazer melhor. Venezuela aporta petróleo, sua indústria e a experiência de seus trabalhadores durante mais de 100 anos. Estados Unidos aporta capital e tecnologia necessária para recuperar e desenvolver esses ativos”, afirmou.
Segundo Delcy, tomando como referência um preço de US$ 65 por barril, o acordo poderia gerar US$ 209,335 bilhões em receitas para o Estado venezuelano ao longo do projeto. Ela afirmou que, pelas condições previstas, aproximadamente US$ 19 de cada barril produzido e comercializado seriam destinados diretamente ao país.
O projeto prevê ainda o desenvolvimento de oito áreas novas, chamadas de “greenfields”, na Faixa Petrolífera do Orinoco. De acordo com a presidente, os contratos terão royalties mínimos de 16% e imposto de renda de 34%. Delcy comparou as condições com acordos celebrados há cerca de 30 anos, que, segundo ela, previam royalties de 1%.
ÚLTIMA HORA: Presidenta Delcy Rodríguez se dirige al país sobre el gran Acuerdo Energético con los Estados Unidos, que marcará el futuro de Venezuela. pic.twitter.com/j6LNkeJswq
— Miraflores Al Momento (@MirafloresAM) August 30, 2026
A presidente afirmou que a estratégia energética venezuelana não ficará restrita ao acordo com Washington. Ela citou negociações e acordos envolvendo empresas como Chevron, Repsol, Eni, Shell e BP e disse que o objetivo do governo é transformar o país em grande produtor de petróleo, exportador de gás e polo petroquímico.
Delcy também agradeceu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao secretário Marco Rubio e às equipes dos dois governos envolvidas na negociação. Segundo ela, Caracas optou pela via diplomática para “transformar nossas diferenças em cooperação e essa cooperação em investimento, produção, bem-estar e resultados concretos para os venezuelanos”.
A presidente ressaltou que, segundo os termos negociados, a Venezuela manterá a propriedade e a soberania sobre seus recursos naturais. “Venezuela conserva a propriedade e a soberania sobre seus recursos enquanto utiliza capital, tecnologia e capacidade operacional para alavancar a recuperação de uma indústria estratégica duramente golpeada por sanções”, declarou.