Criticada por não apoiar Lula, Anitta segue Renan, que chama gesto de “emblemático”

Renan Santos Anitta
O fundador do MBL e do Partido Missão, Renan Santos e a cantora Anitta. Foto: Reprodução/Kenzo Tribouillard/AFP

Anitta passou a seguir Renan Santos, líder do Movimento Brasil Livre (MBL) e candidato do Missão à Presidência no primeiro turno. O movimento chegou ao político durante uma participação no podcast “Inteligência Ltda.”, que reagiu depois em live própria do MBL, em meio à disputa por apoios no segundo turno entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

Ao receber comentários sobre a cantora, Renan inicialmente perguntou o que estava acontecendo e depois explicou que havia sido informado do follow no Instagram. Em outro trecho, reagiu: “Agora, se for uma coisa [de] verdade, eu ser seguido pela Anitta é uma coisa bem emblemática, né?”. Na sequência, cumprimentou a artista diante das câmeras: “Oi, Anitta”.

Renan também rejeitou a identificação de seu grupo com a candidatura bolsonarista. “Nós somos Missão, nós somos algo em si”, afirmou. Depois, declarou: “Eu tenho asco do Flávio Bolsonaro”. As falas ocorreram enquanto comentava as mensagens enviadas à transmissão.

Apesar da reação ao gesto da cantora, ele disse que sua posição eleitoral não mudaria. Renan afirmou acompanhar as tentativas de petistas e bolsonaristas de conquistar os votos de seu grupo e ressaltou que seus eleitores estão livres para fazer a própria escolha no segundo turno.

O follow ocorreu após Anitta rebater cobranças de seguidores para gravar vídeos pedindo votos em Lula. Ela argumentou que esse tipo de publicação alcança pessoas que já concordam com o posicionamento e pode fornecer material aos adversários para usar sua imagem em campanha contrária. O gesto no Instagram, por si só, não equivale a uma declaração de apoio político a Renan.

Em 2022, Anitta combinou o apoio a Lula com a divulgação de sua música. Em uma publicação de 13 de julho, apareceu de vermelho, com símbolos do PT e do então candidato, enquanto a legenda perguntava: “Já assistiu tudo nosso hoje?”. A referência era a “Tudo Nosso”, parceria com Filipe Ret: a postagem reunia manifestação eleitoral e promoção musical.

Dias depois, a cantora proibiu o PT e seus candidatos de usar sua imagem, embora mantivesse a prioridade de impedir a reeleição de Jair Bolsonaro. Ela afirmou não ser petista e distinguiu seu apoio a Lula da autorização para explorar seu nome em campanhas partidárias.

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