A abundância de crédito já não basta para aliviar as famílias brasileiras. Segundo Gustavo Schroden (foto reprodução Linkedin), responsável pela análise de instituições financeiras do Citi na América Latina, a inadimplência avança em diversas modalidades e pode piorar antes de recuar. Crédito e liquidez cresceram fortemente desde 2019, assim como as transferências de renda, mas boa parte desses recursos serve hoje para sustentar consumo e dívidas antigas. O paradoxo preocupa: a torneira ainda está aberta, porém o orçamento doméstico perde fôlego. Quando mais dinheiro circula sem recuperar a capacidade de pagamento, o problema deixa de ser falta de crédito e passa a ser excesso de dívida.
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