
A federação PSOL/REDE recebeu quase 3 milhões de votos para a Câmara dos Deputados em São Paulo, mas ficou com seis cadeiras, cinco a menos que as 11 atribuídas ao PT. A federação formada por PT, PCdoB e PV somou 2,7 milhões de votos, com 99% das urnas apuradas.
A diferença decorre da concentração de votos do PSol em poucas candidaturas, principalmente nas deputadas Erika Hilton e Sâmia Bomfim. Outros nomes da federação não alcançaram a votação mínima individual exigida para ocupar as vagas obtidas pela legenda.
A legislação eleitoral exige que cada candidato tenha ao menos 10% do quociente eleitoral para se eleger. Na disputa paulista para deputado federal, o patamar ficou em torno de 35 mil votos.
Seis nomes do PSol superaram essa marca: Erika Hilton, Sâmia Bomfim, Guilherme Cortez, Professora Luciene Cavalcante, Natália Boulos e Sônia Guajajara. A lista reúne cinco mulheres e um homem.
Votação de candidatos limitou aproveitamento das vagas do PSol
Raul Marcelo, o sétimo candidato mais votado do PSol, teve cerca de 29 mil votos, abaixo do mínimo necessário. Juliano Medeiros, ex-presidente nacional do partido, registrou 25 mil votos, enquanto Thiago Ávila, da Rede, obteve 21 mil.
Fora esses três candidatos, nenhum outro nome da federação passou de 10 mil votos. Guilherme Cortez, um dos seis que atingiram a cláusula individual, teve uma votação mais de dez vezes superior à de Raul Marcelo.

Na comparação, a federação que reúne PT, PCdoB e PV aparecia com 11 cadeiras em São Paulo. Treze candidatos do grupo ultrapassaram 90 mil votos, número que ampliou as opções para o preenchimento das vagas.
Luna Zarattini, Alencar Santana, Jilmar Tatto, Thiago dos Reis, Arlindo Chinaglia, Carlos Zarattini, Edinho Silva, Nilto Tatto, Kiko Celeguim e Juliana Cardoso constavam entre os nomes eleitos pelo PT. Paulo Teixeira, João Paulo Cunha e Rui Falcão disputavam a 11ª vaga, enquanto Vicentinho e Zé Dirceu ficavam fora da Câmara.