
O candidato à Presidência Renan Santos, do Missão, restringe seu potencial de crescimento ao romper o diálogo com parcelas amplas do eleitorado, avaliou Yuri Sanches, chefe de Risco Político e Análise Política do AtlasIntel. Para o analista, a candidatura se concentra em um público nichado, sobretudo entre homens jovens.
Pesquisa AtlasIntel divulgada nesta segunda (31) aponta Lula (PT) na liderança do primeiro turno, com 43,4% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro (PL), com 33,7%. Renan tem 7,6% e está tecnicamente empatado com Augusto Cury (Avante), que marcou 7,8% após crescer no levantamento.
“Renan traz um posicionamento de isenção, mas com muito ataque”, afirmou Sanches. Na avaliação do analista, essa estratégia dificulta a interlocução tanto com o bolsonarismo quanto com o lulismo.
Sanches disse que Renan precisaria diversificar a composição de sua base para avançar. “Ele tem um público que não lhe dá uma capacidade de subir tanto nas intenções de voto se não ampliar esse leque. Ou seja, tornar sua base um pouco mais heterogênea”.

Rejeição e recortes do eleitorado de Renan Santos
O analista citou as participações de Renan no debate da Band e em entrevista à Globo como oportunidades para falar a um público mais amplo. Segundo Sanches, o candidato adotou uma abordagem hostil nesses espaços, o que pode afastar eleitores cansados da agressividade política dos últimos anos.
O levantamento registrou imagem negativa de Renan Santos para 67% dos eleitores, o pior índice entre os candidatos à Presidência da República incluídos na pesquisa.
No recorte por gênero, Renan soma 12,4% das intenções de voto entre homens, enquanto alcança 3,5% entre mulheres.
O candidato tem seu melhor desempenho entre eleitores de 16 a 24 anos, faixa em que atinge 27,1%, e marca 17% entre pessoas de 25 a 34 anos. Entre os grupos mais velhos, registra 3,4% de 35 a 44 anos, 0,9% de 45 a 59 anos e 0,3% a partir de 60 anos.