China ou EUA? Pesquisa distingue influência e imagem na América Latina

Trump China Xi Jinping
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping. Foto: Daniel Torok/Casa Branca

A influência da China é avaliada positivamente por 65% dos latino-americanos, enquanto a dos Estados Unidos recebe avaliação favorável de 57%, segundo o Latinobarómetro 2026. O levantamento, realizado em 17 países, coloca os chineses oito pontos percentuais à frente nesse indicador.

A comparação muda quando os entrevistados avaliam a imagem dos próprios países. Nesse quesito, os Estados Unidos têm 63% de opiniões favoráveis, contra 59% da China, conforme a reportagem da AFP publicada pelo UOL.

Embora continuem à frente na imagem dos países, os Estados Unidos perderam terreno em relação a 2024. O gráfico histórico do relatório registra queda de 73% para 63% nas opiniões favoráveis ao país, após a volta de Donald Trump à Casa Branca.

A condução das relações internacionais por Trump recebe desaprovação de 64% dos entrevistados na região. Na Venezuela, o resultado é diferente: 61% aprovam sua atuação nessa área.

Latinobarometro EUA China
Foto: Arte/DCM

O levantamento também mostra que 69% aprovam a captura de Nicolás Maduro. Entretanto, apenas 35% consideram que a intervenção estadunidense beneficiará a Venezuela, evidenciando a diferença entre apoiar a captura e avaliar suas consequências para o país.

Nayib Bukele, presidente de El Salvador, aparece como o líder mais admirado da região. Ao mesmo tempo, aproximadamente metade dos entrevistados declara apoio à democracia, em um cenário de insatisfação com a representação política.

Somente 22% afirmam sentir-se representados pelos parlamentos. A proporção dos que consideram os partidos indispensáveis à democracia chegou a 55%, ante 44% em 2023. Já 73% responderam que o Estado fez pouco ou nada por eles nos três anos anteriores.

O Latinobarómetro realizou 19.207 entrevistas presenciais com adultos de 18 anos ou mais, entre 7 de maio e 17 de junho de 2026. A margem de erro informada é de três pontos percentuais para as amostras nacionais e de um ponto para o conjunto regional. A Nicarágua não participou da rodada por motivos de segurança.

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