Centenas de mulheres se unem a favor de mãe acusada de matar os filhos nos EUA

Lindsay Clancy durante julgamento. Foto: Reprodução

Cerca de 300 pessoas, em sua maioria mulheres vestidas de rosa, se reuniram nesta quinta (20) em frente ao tribunal de Plymouth, nos Estados Unidos, para apoiar Lindsay Clancy, de 36 anos, julgada pela morte de seus três filhos em 2023.

Os manifestantes usaram camisetas com as frases “Paz para Lindsay” e “Justiça para Lindsay” e permaneceram em silêncio por mais de uma hora. No fim do ato, formaram um círculo, rezaram e levantaram os braços.

Parte dos participantes afirmou que o processo chama atenção para a forma como o sistema de saúde mental atende mulheres. April Vincent, assistente jurídica de 52 anos, disse que pacientes têm seus relatos desconsiderados quando procuram ajuda.

“As mulheres são descartadas, negligenciadas e ignoradas quando falamos”, afirmou Vincent, que viajou de Providence, no estado de Rhode Island, para participar da manifestação.

Mulheres usaram rosa e foram manifestar apoio à Lindsay Clancy durante julgamento. Foto: Reuters

Defesa atribui mortes a psicose pós-parto

Clancy se declarou inocente das acusações relacionadas às mortes das crianças, que tinham entre oito meses e cinco anos. A defesa não contesta que ela matou os filhos, mas sustenta que ela não deve responder criminalmente porque enfrentava doença mental.

Os advogados afirmam que a ex-enfermeira sofria de psicose pós-parto, condição rara associada a estresse, privação de sono e alterações hormonais após o nascimento de um bebê. Pesquisadores estimam que o quadro atinja uma ou duas mulheres a cada mil partos.

Promotores acusam Clancy de planejar as mortes em 24 de janeiro de 2023. A acusação afirma que ela criou um pretexto para tirar o marido de casa ao pedir que ele comprasse remédio para uma das crianças e jantar para a família.

Após as mortes, Clancy tentou suicídio e ficou paralisada da cintura para baixo. A promotoria também questiona a gravidade dessa tentativa, enquanto o julgamento segue no tribunal de Plymouth.

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