
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), empatou em 4 a 4 o julgamento sobre o Caso Master nesta terça-feira (15), ao acompanhar o voto do presidente da Corte, Edson Fachin.
Antes de votar, a ministra disse estar em “profunda consternação e tristeza” e pediu desculpas à sociedade pelo que chamou de “mal-estar cívico” provocado pelo tribunal.
“Eu me sinto um pouco até envergonhada”, afirmou Cármen Lúcia durante a sessão.
O voto acompanhou a posição de Fachin pela análise separada dos casos que envolvem os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça.
🇧🇷 “Me sinto envergonhada”, diz Carmen Lúcia, única ministra do Supremo, sobre crise na Corte. pic.twitter.com/0QKXiIbEBy
— Eixo Político (@eixopolitico) September 15, 2026
O placar formal é de 4 votos a 3 a favor de investigar Alexandre de Moraes separadamente. Na prática, porém, há um empate em 4 a 4: como Flávio Dino pediu vista, seu voto ainda não pode ser computado, mas o ministro indicou que votará pela reunião das investigações, incluindo André Mendonça no mesmo procedimento.
Voto mantém discussão sobre casos de Moraes e Mendonça
Com a manifestação de Cármen Lúcia, a votação chegou ao placar de quatro votos para cada lado no julgamento relacionado ao Caso Master.
A discussão no STF trata de forma distinta as situações atribuídas a Alexandre de Moraes e a André Mendonça, conforme a posição defendida pelo presidente da Corte.
Cármen Lúcia também criticou a “espetacularização” em torno do Supremo durante sua manifestação no julgamento.
O Caso Master envolve o banqueiro Daniel Vorcaro e o Banco Master, citados entre os temas que levaram o processo ao STF.