Caiu o nível das brigas na direita. Por Moisés Mendes

O candidato à presidência, Flávio Bolsonaro

A direita já teve brigas pesadas em que os personagens eram João Figueiredo, Aureliano Chaves, Paulo Maluf e Jorge Bornhausen. Hoje, os personagens da briga na extrema direita são Flávio Bolsonaro, Carluxo, Michelle, Nikolas Ferreira e Rodrigo Constantino.

Lá nos anos 80, no final da ditadura, brigavam pelo espólio do que restaria, sem os militares, da velha direita civil que havia apoiado e sustentado o golpe. Hoje, brigam pelos restos do bolsonarismo sem Bolsonaro.

A rebelião de facções que desafiam a autoridade de Flávio Bolsonaro e assim enfrentam o poder dos filhos tem, sabe-se desde o começo, a mulher de Bolsonaro ao lado dos rebelados.

O chefe dos que se levantam contra o filho ungido seria Nikolas, atacado por Carluxo e Eduardo. Mas a líder só aparentemente oculta é Michelle.

Romeu Zema e Ronaldo Caiado, alternativas a Flávio Bolsonaro. Foto: reprodução

Nos anos 80, Aureliano Chaves, o vice-presidente, desafiou a autoridade de Figueiredo, o presidente, e foi rejeitado por seu partido, o PDS, na escolha do candidato à eleição indireta que elegeria o sucessor do ditador.

Maluf venceu a disputa interna e logo depois, em 1985, perderia a eleição para Tancredo Neves, no colégio eleitoral formado pelo Congresso.

Aureliano reagiu por ter sido trocado por Maluf, foi um dos líderes da criação do PFL, a dissidência do PDS (ex-Arena), e aliou-se à frente que elegeria Tancredo. Eram outros tempos, com outro nível de combatentes.

Michelle, que fomenta os rebelados de hoje, por ter sido preterida pelo marido na unção do candidato do bolsonarismo, não tem o poder de criar uma dissidência formal que possa significar uma ruptura no PL.

Mas incita um movimento anti-Flávio que ameaça fracionar o bolsonarismo. E então poderemos contar mais adiante, como se conta hoje sobre a rebelião de Aureliano, que um dia o fascismo foi rachado por brigas que envolviam Nikolas, Carluxo e Rodrigo Constantino, com Michelle na retaguarda e Bolsonaro interditado em casa.

Com um detalhe que só piora a situação. Aureliano também era mineiro. Hoje, Minas Gerais tem Nikolas, Zema e Cleitinho como suas expressões da direita.

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