

Dirceu também disse que a medida penaliza especialmente os jovens trabalhadores, ao restringir tempo para estudo, lazer e formação pessoal. Ele lembrou que a redução da jornada é uma reivindicação histórica do movimento trabalhista brasileiro desde a greve geral de 1917, responsável pela conquista das oito horas diárias.
Ao atacar a proposta, o ex-ministro acusou Nikolas de assumir lado na disputa entre patrões e empregados. Segundo Dirceu, o discurso de que o país quebraria com menos horas de trabalho repete previsões feitas no passado contra avanços como o salário mínimo e outros direitos sociais.
Para o dirigente petista, a proposta não decorre de desconhecimento, mas de uma escolha política em favor dos donos das empresas. Ele sustentou que ampliar benefícios fiscais para empresários, em vez de investir em produtividade e qualidade de vida, aprofunda desigualdades e representa retrocesso trabalhista.