Brasileiros preferem permanência de Lula que volta dos Bolsonaros, diz Quaest

O presidente com camisa da Seleção Brasileira. Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o PT aparecem como a opção preferida por 32% dos brasileiros para o resultado ideal da eleição presidencial de 2026, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (7). A volta da família Bolsonaro ao governo federal reúne 24%, uma diferença de oito pontos percentuais.

O levantamento perguntou qual seria o desfecho desejado pelos entrevistados na disputa pelo Palácio do Planalto. Além da continuidade do atual grupo no poder e do retorno do bolsonarismo, 20% escolheram a vitória de um candidato de fora da política e da polarização, enquanto 17% preferiram um nome moderado fora da polarização.

Outros 7% disseram não saber ou não responderam. Os números medem a preferência geral sobre o rumo da eleição, sem se limitarem a um confronto direto entre candidaturas específicas.

A vantagem de Lula e do PT se concentra sobretudo no Nordeste. Na região, 53% dos entrevistados apontaram como resultado ideal uma nova vitória do presidente e de seu partido.

Flávio Bolsonaro. Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

Eleitores independentes buscam alternativas à polarização

Entre os eleitores independentes, as opções fora dos dois principais campos políticos lideram com ampla margem. Um candidato de fora da política e da polarização foi escolhido por 32% desse grupo, seguido por um nome moderado, com 27%.

Nesse segmento, Lula e o PT alcançaram 19% das preferências. A volta da família Bolsonaro registrou 10%, o menor índice entre as alternativas apresentadas aos entrevistados independentes.

O Sul registrou o maior apoio regional ao retorno da família Bolsonaro ao governo federal: 31%. O dado contrasta com o desempenho de Lula no Nordeste e mantém a divisão regional observada em disputas presidenciais recentes.

A Quaest realizou 2.004 entrevistas presenciais entre 3 e 6 de setembro, com brasileiros de 16 anos ou mais em todas as unidades da Federação. A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais, nível de confiança de 95% e registro BR-01720/2026 no Tribunal Superior Eleitoral.

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