As centrais sindicais emitiram nota, nesta sexta-feira (16), na qual celebram a promulgação da Emenda Constitucional 141, que estabelece a nova escala de trabalho 5×2 e a jornada de 40 horas semanais, como “um dos maiores avanços civilizatórios da nossa história”. Também alertam que o Brasil “precisa seguir no rumo da civilidade e da democracia” para que essa conquista seja preservada.
Ao mesmo tempo, destacam a “trajetória de resistência e luta do movimento sindical para que esse marco, essa vitória da classe trabalhadora fosse alcançada”.
O documento é assinado pela CTB, CSB, UGT, CUT, Força Sindical, NCST, Intersindical, Pública e o Fórum Sindical de Trabalhadores.
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“Testemunhamos hoje a transformação em emenda constitucional da maior mudança das jornadas de trabalho no Brasil desde a criação da CLT na década de 1940 e da Constituição de 1988. As Centrais Sindicais, Confederações, Federações e Sindicatos celebram esta conquista para as trabalhadoras e os trabalhadores brasileiros com a certeza de que foram agentes determinantes dessa história”, diz a mensagem.
A carta aponta, ainda, o processo democrático de negociação e o diálogo social que envolveram os debates na Câmara e no Senado, bem como o “compromisso e ação do Governo Federal, sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que priorizou e agiu em defesa dessa mudança tão crucial para todo o povo brasileiro”.
Por fim, as centrais alertam que o Brasil “precisa seguir no rumo da civilidade e da democracia para que essa conquista que comemoramos hoje seja preservada e faça valer uma vida mais digna e com mais qualidade para a classe trabalhadora”.
Leia a íntegra abaixo.
Vitória da classe trabalhadora, redução da jornada e fim da escala 6×1 são avanço civilizatório
O Congresso Nacional promulgou nesta sexta-feira, 16 de outubro, um dos maiores avanços civilizatórios da nossa história. Neste dia histórico em que é promulgada a PEC (Proposta de Emenda à Constituição), que reduziu a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e extinguiu a desumana escala seis por um, as Centrais Sindicais destacam a trajetória de resistência e luta do movimento sindical para que esse marco, essa vitória da classe trabalhadora fosse alcançada.
Testemunhamos hoje a transformação em emenda constitucional da maior mudança das jornadas de trabalho no Brasil desde a criação da CLT na década de 40 e da Constituição de 1988. As Centrais Sindicais, Confederações, Federações e Sindicatos celebram esta conquista para as trabalhadoras e os trabalhadores brasileiros com a certeza de que foram agentes determinantes dessa história.
Uma conquista que começou com a aprovação da PEC na Câmara dos Deputados, depois de um exitoso processo democrático de negociação institucional e diálogo social construído junto a deputados e deputadas e o compromisso e ação do Governo Federal, sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que priorizou e agiu em defesa dessa mudança tão crucial para todo o povo brasileiro.
O caminho para aprovação da PEC no Senado foi árduo e exigiu muita ação institucional por parte das centrais sindicais e a decisiva mobilização das bases, que responderam ao chamado e fizeram a diferença ao exigir nas ruas e em todos os espaços que senadores e senadoras votassem e aprovassem a proposta.
A redução da jornada e o fim da escala 6×1 beneficiarão mais de 37 milhões de trabalhadores e trabalhadoras com jornada acima de 40 horas, dos quais 14 milhões que trabalham na famigerada escala 6×1. Números superiores à população de muitos países.
São pais, mães, filhos, irmãs, avós, principalmente as mulheres, que, a partir de agora, terão direito a mais tempo com a família, mais tempo para cuidar da saúde, estudar e para o lazer. Tempo é qualidade de vida e só quem não tinha, e agora terá, sabe o que significa este avanço.
As Centrais Sindicais destacam que o Brasil precisa seguir no rumo da civilidade e da democracia para que essa conquista que comemoramos hoje seja preservada e faça valer uma vida mais digna e com mais qualidade para a classe trabalhadora
Viva esta vitória da classe trabalhadora brasileira!
Brasília, 16 de outubro de 2026
Sérgio Nobre, presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores)
Miguel Torres, presidente da Força Sindical
Ricardo Patah, presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores)
Adilson Araújo, presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)
Antônio Neto, presidente da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros)
Sonia Zerino, presidente da NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores)
Nilza Pereira, secretária-geral da Intersindical Central da Classe Trabalhadora
José Gozze, presidente da Pública Central do Servidor
Luiz de Souza Arraes, Fórum Sindical de Trabalhadores