
O cientista político Alberto Carlos de Almeida afirmou que a melhora na avaliação do presidente Lula (PT) medida pelo Datafolha pode alterar o favoritismo na disputa contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), embora mantenha, por enquanto, sua previsão favorável ao parlamentar.
Em vídeo divulgado em seu perfil nas redes sociais, Almeida apontou que a avaliação positiva de Lula passou de 32% para 34% e depois chegou a 35% nas três pesquisas que analisou. “É uma variação dentro da margem de erro, mas tem uma tendência de melhora”, disse.
O analista condicionou uma mudança de previsão à continuidade desse movimento nas próximas pesquisas. “Continuando essa tendência, o favoritismo tende a se alterar de Flávio Bolsonaro para Lula”, afirmou.
A leitura não significa que Almeida já tenha colocado Lula como favorito. O cientista político ressaltou que trabalha com probabilidades e evita rever suas projeções a cada oscilação nos levantamentos.
A boa notícia para Lula da pesquisa do DataFolha pic.twitter.com/Elpztr945B
— Alberto Carlos Almeida (@albertocalmeida) October 2, 2026
Simulações de segundo turno entram na análise
Almeida também avaliou como positivos para Lula os resultados das simulações de segundo turno realizadas ainda durante o primeiro turno. Para ele, esse tipo de pergunta ofereceu o melhor instrumento para antecipar o resultado final em eleições anteriores.
O cientista político fez uma ressalva sobre a eleição de 2022, que classificou como exceção a esse padrão. Ele disse que a pesquisa atual pode representar outro sinal favorável ao presidente se a lógica observada nos pleitos anteriores voltar a prevalecer.
“Se isso passar, voltar a valer nessa eleição, a pesquisa do Datafolha […] é também um sinal positivo para Lula”, declarou. Almeida é autor de livros sobre o comportamento político do país, entre eles “A cabeça do brasileiro, 20 anos depois: o que mudou”.
Mesmo com os indicadores que considera positivos para Lula, o analista reiterou sua cautela: “Não mudo minha previsão por enquanto. A previsão é sempre probabilística”.
Almeida afirmou que busca evitar alternâncias sucessivas entre os dois nomes na sua análise. “Uma vez mudando de favoritismo de Flávio para Lula, dificilmente eu vou mudar de volta. Por isso meu conservadorismo”, concluiu.