Ataques contra Ana Elisa após post de Nikolas somam 13,9 milhões de interações

Ana Elisa Santos Silva
Ana Elisa Santos Silva. Foto: Reprodução

O embate entre o deputado federal bolsonarista Nikolas Ferreira (PL-MG) e a deputada federal eleita Ana Elisa Santos Silva (PT-MG), de 21 anos, reuniu 1,2 milhão de publicações e 13,9 milhões de interações nas redes sociais em quatro dias. Os dados são de levantamento do Instituto Democracia em Xeque.

A mobilização começou depois de Nikolas publicar uma acusação falsa de que Ana Elisa teria pedido ao presidente Lula o fechamento de igrejas. A petista negou a informação e relatou ameaças de morte e estupro recebidas após a circulação do conteúdo.

No pico da repercussão, na noite de quinta-feira (08), as redes registraram 54 mil publicações por hora sobre o caso. A mobilização em defesa de Ana Elisa respondeu por 56% das postagens analisadas pelo levantamento.

A deputada eleita desativou sua conta no X na noite de quinta-feira (08). Ela afirmou que sua equipe tomou a decisão porque as ameaças chegavam a cada dois minutos.

 

Ana Elisa relata vulnerabilidade e acusa disseminação de montagens

“A minha equipe desativou a minha conta no Twitter porque nós estávamos recebendo ameaça de morte a cada dois minutos. Ameaça de morte e ameaça de estupro”, disse Ana Elisa.

Ela também manifestou preocupação com a própria segurança. “Eu estou totalmente vulnerável, por enquanto, não tenho uma força tarefa de segurança”, afirmou em vídeo.

No mesmo pronunciamento, Ana Elisa acusou Nikolas Ferreira e os políticos Gleidson Azevedo e Eduardo Azevedo, ambos do Republicanos, de disseminarem conteúdos falsos e montagens que teriam incentivado os ataques. As assessorias dos três não responderam aos contatos até a última atualização do caso.

Durante a campanha eleitoral, Ana Elisa já havia denunciado ameaças de morte e estupro e ataques racistas. A Polícia Civil investiga as denúncias, entre elas um e-mail enviado em 5 de setembro por alguém que se apresentou como integrante de um grupo supremacista branco, citou dados pessoais da deputada eleita e ameaçou familiares.

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