Após buscas, PF não confirma plano contra embaixada e consulado dos EUA no Brasil

Embaixada dos EUA. Foto: Reprodução

A Polícia Federal afirmou nesta sexta-feira (02) que não encontrou elementos que confirmem um suposto plano de atos contra instalações diplomáticas dos Estados Unidos no Brasil. A corporação cumpriu dois mandados de busca e apreensão em São Paulo e no entorno do Distrito Federal durante uma investigação sigilosa.

A apuração ocorreu após cooperação entre a PF e agências de inteligência estrangeiras. Até agora, os investigadores também não identificaram suspeitos ligados a organizações criminosas.

Os agentes apreenderam equipamentos de comunicação e mídias, que passarão por análise. A PF informou que poderá adotar novas medidas conforme o resultado desse trabalho.

Pela manhã, o governo dos Estados Unidos suspendeu o atendimento presencial na embaixada e nos consulados no Brasil, alegando “questões de segurança”. O comunicado não detalhou a razão da decisão nem indicou quando os serviços voltarão a funcionar.

A diplomata Kimberly Kelly. Foto: reprodução

EUA e Austrália interrompem atendimento diplomático

A representação estadunidense orientou cidadãos dos Estados Unidos que precisem de assistência emergencial a não comparecerem à embaixada, aos consulados ou a outras instalações diplomáticas. A recomendação é procurar o oficial de plantão responsável pelo atendimento.

A Austrália também cancelou o atendimento em sua embaixada e em consulados, citando preocupações de segurança. Em aviso a viajantes, o governo australiano mencionou possíveis ameaças terroristas e crimes violentos no Brasil e recomendou evitar áreas próximas a repartições diplomáticas estadunidenses.

Estados Unidos e Austrália integram a aliança de inteligência Five Eyes, formada ainda por Reino Unido, Canadá e Nova Zelândia. Os comunicados dos dois países não esclareceram o procedimento para brasileiros que tinham entrevistas agendadas para esta sexta-feira.

O governo Lula (PT) já acompanhava sinais de que os EUA poderiam interromper atividades diplomáticas no país. Autoridades brasileiras evitam associar a medida à interferência nas eleições, cujo primeiro turno está marcado para domingo (04), por não haver elementos concretos que sustentem essa hipótese.

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