
Aliados de Flávio Bolsonaro avaliam responsabilizar o deputado federal Mário Frias e a produtora Karina Gama para afastar o senador do caso envolvendo o financiamento do filme “Dark Horse”. O grupo sustenta que Flávio “não tem nada a ver com isso”.
A Polícia Federal deflagrou na quinta-feira passada uma operação sobre os recursos destinados à produção. Frias, apontado como idealizador do projeto, e Karina Gama estiveram entre os alvos da ação.
Flávio Bolsonaro figura como investigado no Supremo Tribunal Federal por possível lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção. A investigação trata do pedido de US$ 24 milhões feito por ele a Daniel Vorcaro para o filme.
A operação teve autorização do ministro Flávio Dino, do STF. A apuração ainda cita um encontro que Flávio teria tido com Vorcaro antes do envio de áudios em que cobrava recursos para “Dark Horse”.

Estratégia prevê responsabilização de idealizador e produtora
O entorno do senador considera atribuir eventuais irregularidades exclusivamente a Mário Frias e Karina Gama. A posição relatada por aliados é que os dois devem responder individualmente se a investigação identificar crimes.
“Se eles tiverem culpa, que paguem pelo que fizeram de errado”, resumem integrantes do grupo que atua para defender Flávio Bolsonaro. A frase expressa a tentativa de separar o senador da condução prática do projeto audiovisual.
Frias é deputado federal e participou da articulação do filme sobre Jair Bolsonaro. Karina Gama atua como produtora da obra, cuja captação de recursos passou a ser examinada pela Polícia Federal.
O inquérito no STF seguirá sob análise das suspeitas relacionadas ao pedido de financiamento de US$ 24 milhões a Vorcaro, enquanto os aliados de Flávio Bolsonaro tentam concentrar possíveis responsabilidades nos demais envolvidos com “Dark Horse”.