Alcolumbre diz ter votos para acabar com escala 6×1; aliados de Flávio tentam adiar

O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP). Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

O senador Davi Alcolumbre confirmou a inclusão de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) na pauta do Senado para a próxima quarta-feira (14), quando o plenário deverá realizar a última sessão de debates e votar o texto em primeiro turno. Com informações de Bela Megale, para O Globo.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou a senadores que reuniu os votos necessários para aprovar a proposta de emenda à Constituição que acaba com a escala de trabalho 6×1. A votação em primeiro turno está prevista para quarta-feira (14), enquanto aliados de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tentam deixar a análise para depois do segundo turno presidencial. Com informações da coluna de Bela Megale, de O Globo.

Alcolumbre apresentou os cálculos a colegas antes de confirmar a inclusão da proposta na pauta. Para ser aprovada no Senado, uma PEC precisa receber pelo menos 49 votos, equivalentes a três quintos dos 81 senadores, em cada um dos dois turnos.

Procurado, o presidente da Casa afirmou, em nota, que “cumpre o compromisso de colocar a proposta em votação, com responsabilidade, diálogo e respeito ao rito regimental”. Acrescentou que caberá a cada parlamentar decidir como votar.

A líder do governo no Senado Federal, senadora Teresa Leitão (PT-PE). Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

A pauta de quarta-feira prevê a última sessão de discussão e a votação em primeiro turno. Pelo calendário informado, a segunda análise exige um intervalo de cinco dias úteis. A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), pretende apresentar um requerimento de calendário especial para acelerar a tramitação.

Aliados de Flávio trabalham para impedir que a votação ocorra antes do segundo turno, marcado para 25 de outubro. O grupo teme que a pauta prejudique o desempenho eleitoral do candidato do PL.

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) procurou Alcolumbre para apresentar o pedido de adiamento. A movimentação coloca o calendário eleitoral no centro da disputa sobre quando o Senado decidirá o fim da escala de seis dias de trabalho para um de descanso.

Artigo Anterior

Papa Leão XIV anuncia cirurgia para retirada de nódulo no pulmão

Próximo Artigo

Trio de “Ainda Estou Aqui” não assina carta do cinema contra extrema-direita

Escrever um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter por e-mail para receber as últimas publicações diretamente na sua caixa de entrada.
Não enviaremos spam!