A juventude ocupou as ruas e as universidades e entrou de vez na disputa política deste segundo turno. De norte a sul do país, estudantes têm se mobilizado em defesa da democracia e da reeleição de Lula. A resposta de Flávio Bolsonaro (PL) foi acionar a Justiça Eleitoral contra Bianca Borges, presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), e dirigentes sindicais e de movimentos sociais.
A campanha do senador quer impor restrições à atuação dessas organizações durante o período eleitoral. Justamente quando estudantes ampliam sua presença na campanha, Flávio recorre aos tribunais para tentar limitar a atuação de entidades que se mobilizam em favor de Lula.
“O medo com a nossa virada, que já começou, é tão grande, que do lado de lá tem gente tremendo na base”, reagiu Bianca Borges em publicação nas redes sociais.
Bianca também destacou a dimensão nacional dos atos e avisou que a entidade não pretende recuar.
“Nós temos visto os estudantes ocuparem norte a sul do país, o verdadeiro tsunami da esperança pela reeleição do presidente Lula e para dizer não mais uma vez à família Bolsonaro. A nossa luta não vai parar por aqui. Nem a ditadura militar parou a União Nacional dos Estudantes”, afirmou.
Em entrevista ao jornalista Inácio Carvalho, durante a gravação do programa Entrelinhas Vermelhas, Bianca relacionou a ofensiva judicial à força da mobilização e destacou o trabalho das brigadas estudantis.
“A ação contra Flávio Bolsonaro é a prova de que nossa mobilização tem muita força para derrotá-lo. Além das ruas e redes, temos as brigadas estudantis que estão conversando com as pessoas para convencê-las a votarem no presidente Lula. Não vamos nos intimidar.”
A juventude vai às ruas; Flávio corre para o TSE
A campanha de Flávio Bolsonaro protocolou, na quarta-feira (14), uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a chapa de Lula e Geraldo Alckmin (PSB), além de dirigentes sindicais e de movimentos sociais.
A ação inclui Bianca Borges entre os dirigentes citados e pede a cassação do registro da chapa de Lula e Alckmin, além da inelegibilidade dos envolvidos por oito anos. Também solicita restrições à atuação das entidades até o fim do segundo turno.
A petição inclui centrais sindicais e organizações que defendem pautas como o fim da escala 6×1. O PL acusa essas entidades de favorecer a candidatura petista e sustenta que houve irregularidades na atuação eleitoral. A ofensiva judicial ocorre enquanto estudantes se mobilizam em torno de temas que afetam diretamente suas vidas, como educação, trabalho e democracia. Para Bianca, a resposta não será recuar, mas ampliar o diálogo com a população.
Além dos atos, as brigadas estudantis conversam com eleitores, inclusive com quem não votou no primeiro turno. Bianca pretende manter esse trabalho até 25 de outubro. Flávio escolheu os tribunais; os estudantes seguem nas ruas. “A nossa resposta será dada ao Flávio nas urnas”, finalizou.