As manifestações em apoio à reeleição do presidente Lula (PT) seguem ocupando ruas, praças e avenidas em diferentes regiões do Brasil. Nesta terça-feira (13), milhares de pessoas participaram de uma mobilização na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, convocada pelo movimento estudantil. No mesmo dia, atos foram registrados em pelo menos 11 capitais, ampliando uma sequência de manifestações que ganhou força após o primeiro turno das eleições presidenciais.
A mobilização reúne partidos, estudantes, trabalhadores, movimentos populares, movimentos sociais, entidades estudantis e lideranças políticas em defesa da candidatura de Lula no segundo turno, marcado para 25 de outubro. As manifestações também expressam críticas ao candidato da extrema-direita Flávio Bolsonaro (PL) e colocam no centro do debate temas como democracia, educação pública, direitos sociais e condições de trabalho.
Brasília: estudantes levam milhares à Esplanada
Na capital federal, o protesto foi convocado pela União Nacional dos Estudantes (UNE) e o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade de Brasília (UnB), além de outras entidades. A concentração ocorreu nas proximidades do Museu Nacional da República, de onde os manifestantes seguiram pela Esplanada dos Ministérios.
Com bandeiras, cartazes e palavras de ordem, os participantes defenderam a continuidade das políticas públicas de educação, o fortalecimento da democracia e a ampliação dos direitos da população trabalhadora. Durante o ato, a cúpula do Museu Nacional recebeu a projeção da mensagem “Estudantes pela democracia”.
O fim da escala de trabalho 6×1 também esteve entre as reivindicações, ao lado da defesa do Sistema Único de Saúde (SUS), da universidade pública e dos programas sociais. Além dos estudantes, a caminhada reuniu representantes de movimentos sociais, categorias profissionais e parlamentares.
A dimensão da manifestação foi expressiva. A imprensa registrou a presença de milhares de participantes, enquanto os organizadores estimaram um público de 100 mil pessoas.
O protesto, realizado sob o lema “Bolsonaro Nunca Mais”, também contou com manifestações de apoio a Leandro Grass (PT), candidato ao governo do Distrito Federal.
Mobilização alcança as cinco regiões do país
O movimento foi ampliado para várias cidades do país. Em São Paulo, o Largo da Batata, na zona oeste, recebeu o ato “A Luta Não Para”, também identificado como “Ato da Virada”, com a presença de Fernando Haddad, Simone Tebet e Marina Silva. Parlamentares eleitos, lideranças partidárias e militantes participaram da manifestação, que reuniu diferentes setores da frente política de apoio ao presidente.
Em Belém, no Pará, apoiadores se concentraram no Porto Futuro e seguiram em caminhada até a Estação das Docas. O ato reuniu integrantes de partidos políticos, organizações estudantis, juventudes e movimentos sociais.




No Nordeste, Fortaleza (CE), Natal (RN), Aracaju (SE) e Teresina (PI) também registraram manifestações. Na região Sul, houve mobilizações em Porto Alegre (RS), na tradicional Esquina Democrática, e em Florianópolis (SC). Vitória (ES), no Sudeste, e Campo Grande (MS), no Centro-Oeste, completam a relação das 11 capitais com registros de atos na terça-feira.
A movimentação também ultrapassa os grandes centros. Agendas de organizações e grupos de militância incluem cidades como Santos, Araraquara, Mogi das Cruzes, Barueri e Nova Friburgo, além de municípios do Sul, Nordeste e Centro-Oeste. Nem todas essas mobilizações possuem confirmação independente de público ou realização, mas sua inclusão nos calendários revela o esforço de descentralização das atividades.
A nova rodada de manifestações dá continuidade aos atos realizados nos dias anteriores, entre eles a concentração na Avenida Paulista, em São Paulo, e a manifestação de segunda-feira (12) em Copacabana, no Rio de Janeiro.
Juventude organiza novas ações até o segundo turno
A participação estudantil ganhou destaque nessa etapa da disputa eleitoral. Com a campanha “Estudantes com Lula”, a UNE organiza uma programação nacional de atividades até a véspera da votação.
O calendário prevê panfletagens em universidades, terminais de ônibus e estações de metrô, além de debates, assembleias, caminhadas e mobilizações nos bairros. Nesta quarta-feira (14), estão previstos atos em Goiânia, Recife, São Luís e no Rio de Janeiro, além de atividades em municípios de Pernambuco.
Na sexta-feira (16), a programação inclui o “Sextou com Lula”, com ações em espaços universitários. No fim de semana, dias 17 e 18, a proposta “Universidade nos Bairros” pretende levar estudantes a diferentes comunidades. Outras atividades estão previstas até 24 de outubro, incluindo ações em defesa da educação, da ciência e da tecnologia.
A expansão das manifestações ocorre em um momento de disputa intensa entre Lula e o candidato bolsonarista, Flávio Bolsonaro. Após o resultado do primeiro turno, os apoiadores do presidente intensificaram a presença nas ruas e nas redes sociais. O desafio eleitoral da campanha, nesta etapa, inclui mobilizar os eleitores que se abstiveram, dialogar com indecisos e ampliar sua votação.
A sequência de protestos mostra uma campanha que se desenvolve também fora dos atos oficiais, com iniciativas convocadas por estudantes, movimentos sociais e organizações locais.
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Com informações de agências