
O presidente Lula (PT) defendeu nesta quarta (14) a aprovação da PEC que acaba com a escala 6×1 e detonou o apoio anunciado pela oposição horas antes da votação prevista no Senado. Em vídeo publicado no Instagram, ele afirmou que a mudança garantirá cinco dias de trabalho e dois de descanso, sem redução salarial.
“Hoje, quarta-feira, dia 14/10, faltando 11 dias para as eleições. Finalmente o povo brasileiro vai conquistar o fim da escala 6X1 e a conquista da escala de 5 dias de trabalho e 2 dias de descanso, sem redução de salário”, disse Lula.
O presidente afirmou que os adversários passaram a defender a proposta por cálculo eleitoral. “É importante ter em conta que nossos adversários decidiram ontem que vão votar favorável, mas é preciso ficar alerta. Eles querem votar por oportunismo eleitoral, mas essa gente não tardará”, declarou.
Lula também associou os opositores ao modelo de jornada adotado na Argentina sob o governo de Javier Milei. “Se algum dia acontecer deles ganharem o Brasil, de acabar, porque eles preferem o sistema do Milei de 12 horas por dia de trabalho”, completou.
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Flávio Bolsonaro anuncia voto favorável e propõe flexibilização
A fala de Lula teve como alvo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, que anunciou voto favorável ao fim da escala 6×1 nesta terça (13), mas já admitiu a aliados que pretende revogar ou alterar a proposta. O parlamentar disse que apoia a medida por considerar que ela expressa a vontade da maioria dos trabalhadores brasileiros.
“A maioria dos trabalhadores brasileiros quer o fim da escala 6×1. Então, eu vou votar a favor do fim da 6×1. Só que a gente defende algo ainda melhor”, afirmou Flávio Bolsonaro.
O senador defende um modelo com mais flexibilidade para a negociação de horários, regras específicas para trabalho remoto e condições adaptadas a mães que enfrentam restrições de horário. Ele questionou como a PEC trataria trabalhadores que só podem cumprir jornadas parciais.
O Senado deve analisar a proposta em primeiro turno nesta quarta-feira (14). A líder do governo na Casa, Teresa Leitão (PT-PE), apresentou à Mesa Diretora um requerimento de calendário especial, apoiado por nove partidos e três blocos, para permitir também a votação em segundo turno no mesmo dia.