Meta diz que adotou medidas, mas IA segue fazendo propaganda pró-Flávio

Lula e Flávio Bolsonaro em montagem de imagens
Lula e Flávio Bolsonaro em montagem com retratos dos dois candidatos. Foto: Reprodução

A Meta afirmou que adotou medidas em sua ferramenta de inteligência artificial (IA) após se recusar a produzir imagens pró-Lula e criar montagens com a frase “Vote Flávio 22”. Mesmo após a empresa se pronunciar, o veto ao nome do petista segue acontecendo.

Em nota divulgada nesta quarta (14), a Meta alegou que proibiu temporariamente “a recomendação de candidatos ou a geração de imagens deles” para cumprir as regras eleitorais brasileiras. A empresa também disse ter adotado restrições para comandos que usem apenas o primeiro nome de candidatos e seus números de urna.

Após a manifestação da companhia, novos testes indicaram que a ferramenta inicialmente recusava o pedido para gerar uma imagem com “Flávio 22”. Questionada sobre a negativa, porém, a própria Meta AI sugeriu outra formulação: “Quer que eu tente de novo com um texto um pouco diferente, tipo só ‘Flávio’ ou ‘Vote Flávio’?”.

Depois que recebeu uma resposta positiva, o chatbot criou a imagem sem o número. Em seguida, quando recebeu novo comando, acrescentou o 22 ao material produzido para o senador bolsonarista.

IA da Meta se recusa a fazer imagens pró-Lula. Foto: Reprodução

Ferramenta recusou comandos com o nome de Lula

No caso de Lula, a Meta AI seguiu bloqueando a criação de imagens com “Lula 13”, “Vote Lula” e “Vote Luiz Inácio”. Os comandos fazem referência ao presidente e candidato do PT na disputa presidencial de 2026.

A empresa não apresentou uma explicação específica para a continuidade das imagens relacionadas a Flávio Bolsonaro. A campanha de Lula protocolou uma petição no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quarta (14). Os representantes do petista acusam a Meta de interferir na disputa eleitoral em favor de Flávio Bolsonaro.

Flávio Bolsonaro concorre à Presidência pelo PL, enquanto Lula busca a reeleição pelo PT. O caso chegou ao TSE após a repercussão dos testes com a ferramenta de inteligência artificial da empresa dona de Facebook, Instagram e WhatsApp.

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