
A campanha de Lula (PT) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o canal “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), seja tratado como uma iniciativa autônoma da sociedade civil. O presidente do PT, Edinho Silva, defendeu essa posição nesta terça-feira (13), após reunião na Corte. Com informações do UOL.
“Na nossa compreensão, o canal tem que ser autônomo, porque ele é uma iniciativa de organização da sociedade civil por meio das redes sociais”, afirmou Edinho. Segundo o dirigente, a campanha quer preservar o funcionamento da ferramenta e a mobilização dos participantes.
O PT registrou o canal como meio de comunicação eleitoral para cumprir uma determinação do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques. Edinho explicou que a inclusão foi uma medida estratégica e jurídica para impedir uma nova suspensão.

Ao exigir o registro, Nunes Marques apontou que a coligação e Lula poderão responder por eventual uso irregular do canal. O pedido de reconhecimento da autonomia questiona esse enquadramento como instrumento oficial da campanha. Edinho também defendeu o enfrentamento da desinformação, ao mesmo tempo que resguardou a organização da sociedade nas redes.
O canal ultrapassou quatro milhões de seguidores durante a disputa judicial. Após o registro, Nunes Marques autorizou a retomada plena das atualizações e da entrada de seguidores depois de 48 horas. Janones continuou publicando mensagens mesmo durante as ordens de suspensão.