Campanha de Lula registra canal Exército do Lula no TSE após nova ordem de Kassio

Ministro voltou a suspender publicações e entrada de seguidores até a regularização do canal; Meta também deverá monitorar conteúdos e preservar registros.

Da Redação

A campanha do Presidente Lula (PT) comunicou formalmente ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta terça-feira (13), a existência do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones. A medida foi adotada após o presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, determinar que o canal permanecesse sem novas publicações nem entrada de seguidores até que sua situação fosse regularizada perante a Justiça Eleitoral. As informações são do Metrópoles.

A decisão de Nunes Marques estabelece que o endereço do canal seja comunicado formalmente ao tribunal e que, depois da regularização, seja respeitado o prazo de 48 horas previsto nas normas eleitorais antes da retomada das atividades. O ministro também determinou que a Meta, empresa responsável pelo WhatsApp, monitore publicações do canal e de outros canais públicos de grande alcance identificados no processo.

Meta deverá acompanhar publicações

A empresa deverá identificar e retirar conteúdos idênticos ou substancialmente equivalentes aos que já tenham sido alcançados por ordens judiciais de remoção das quais tenha conhecimento. A decisão também determina a preservação de registros relevantes e estabelece prazo de 24 horas, após a notificação, para que a Meta informe ao TSE as medidas iniciais adotadas, os mecanismos de identificação de conteúdos e eventuais limitações técnicas.

Segundo o ministro, o canal vinha sendo utilizado para propaganda eleitoral sem comunicação formal à Justiça Eleitoral. Para ele, essa irregularidade formal impede o funcionamento do espaço durante a campanha até que seja corrigida, independentemente da conclusão sobre as denúncias de desinformação apresentadas no processo.

Disputa judicial continua

O caso começou após Flávio Bolsonaro (PL) pedir a suspensão do canal, alegando disseminação de notícias falsas. Em 11 de outubro, Nunes Marques determinou que o espaço fosse retirado do ar. Horas depois, o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu provisoriamente o funcionamento e encaminhou a controvérsia para análise do plenário do TSE.

A disputa ganhou novo capítulo nesta terça-feira, quando Nunes Marques voltou a suspender as atualizações e estabeleceu condições para o retorno. Na véspera, relatório técnico do TSE informou que não identificou, entre 2 e 11 de outubro, as publicações específicas apontadas pela campanha de Flávio como falsas. O documento, porém, mencionou características de mobilização centralizada e coordenada e registrou limitações decorrentes da exclusão de conteúdos anteriores.

O caso segue em análise na Justiça Eleitoral. A comunicação formal do canal atende à exigência de regularização estabelecida pelo ministro, mas não encerra a disputa sobre as acusações apresentadas pelas campanhas nem substitui a avaliação judicial das provas.

Artigo Anterior

Presidente da Febraban chamou Vorcaro de “irmão” e prometeu “lealdade”

Próximo Artigo

Bloquinho 22 e Mineiros pela Democracia disputam espaço em MG

Escrever um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter por e-mail para receber as últimas publicações diretamente na sua caixa de entrada.
Não enviaremos spam!