Onde eles se meteram? Por Moisés Mendes

Flávio Bolsonaro. Foto: Divulgação

A extrema direita produziu no Brasil algo inédito em campanhas eleitorais. O partido e o candidato que produziram uma virada em relação às pesquisas, no primeiro turno, decidiram se encolher e sumir das ruas.

Podem dizer o que dizem sempre, que a força do bolsonarismo está nas redes sociais e nos grupos de tios do zap, e não nas ruas. Sim, é o que se sabe, que o partido deles é virtual e que o ativismo se dá nas telas.

Mas mesmo nessa esfera, segundo os medidores de alcance das redes, o bolsonarismo não se expandiu como o previsto depois do primeiro turno. São métricas, não são palpites.

Também não há informação sobre a relevância de pautas e até de fake news nas redes do fascismo. A notícia nessa área foi a providência de Flávio Bolsonaro, na tentativa de censurar no TSE o crescimento do Exército de Lula, comandado por André Janones. Tentou e fracassou.

Mas Lula, mais ativo, adotou os vídeos no formato selfie e conseguiu, ao convocar os jovens para que saiam às ruas e os idosos, para que não fiquem em casa dia 25, mais de 27 milhões de visualizações.

Nas ruas, os estudantes antifascistas fizeram mobilizações que há muito não eram vistas em São Paulo, no Rio, em Porto Alegre e em outras capitais. Enquanto a direita parece atrasada e temerosa de convocar gente para o mundo real e não obter o mesmo retorno.

Ato do presidente Lula na Avenida Paulista. Foto: Divulgação

O que o bolsonarismo está preparando, para não parecer que joga parado, apostando só nas decisões de Kassio Nunes Marques? Apenas a manifestação do dia 18 na Paulista e só ali?

Flávio Bolsonaro sabe que corre o risco de levar menos gente do que Lula levou no domingo. Tarcísio de Freitas terá que subir no trio elétrico de Malafaia. As últimas tentativas foram flopadas. As ruas voltaram a ser das esquerdas.

Afronta

Nesta terça-feira, Flávio Bolsonaro, autorizado por Alexandre de Moraes, volta a visitar o pai. Preparem-se para uma surpresa depois da visita.

Alguma coisa eles irão preparar sobre abraços e choros, mesmo que registros com fotos e vídeos não sejam permitidos.

A extrema direita virá hoje com uma afronta a Moraes, mesmo que pequena, para testar a fragilidade do ministro. Teremos alguma confusão.

Artigo Anterior

Janones denuncia relação entre censura a canal pró-Lula e votação do fim da 6×1

Próximo Artigo

As decisões de Kássio Nunes a favor de Flávio Bolsonaro e as acusações no caso Master

Escrever um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter por e-mail para receber as últimas publicações diretamente na sua caixa de entrada.
Não enviaremos spam!