
A deputada democrata Ilhan Omar, representante de Minnesota na Câmara dos Estados Unidos, acusou o presidente Donald Trump de promover uma campanha de intimidação política após autoridades federais cumprirem um mandado de busca na residência dela, em Washington, na madrugada desta segunda-feira (12).
A operação integra uma investigação sobre suposta fraude migratória relacionada a documentos preenchidos pelo pai da parlamentar, já morto, quando Omar ainda era criança. Nascida na Somália, ela se tornou uma das vozes mais críticas a Trump no Congresso.
“Há dez anos, Trump me ataca com mentiras infundadas e campanhas difamatórias. Esta é apenas a mais recente escalada em sua campanha de intimidação política. Não serei silenciada”, escreveu Omar nas redes sociais.
Um porta-voz do Departamento de Justiça dos Estados Unidos confirmou que agentes do Homeland Security Investigations, órgão ligado ao Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas, cumpriram uma ordem judicial na região de Washington. A pasta afirmou que a investigação federal continua em andamento.

Departamento de Justiça não detalha suspeitas contra deputada
O Departamento de Justiça não divulgou quais suspeitas motivaram o mandado nem apresentou publicamente provas de irregularidades atribuídas à congressista. Também não informou se Omar figura formalmente como alvo da investigação.
A busca ocorreu pouco mais de três semanas antes das eleições legislativas de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro. A votação definirá a composição da Câmara dos Representantes e parte do Senado dos Estados Unidos.
Omar disputa o quinto mandato consecutivo de dois anos na Câmara. O governador de Minnesota, Tim Walz, classificou a ação como perseguição a um adversário político em período eleitoral.
“O presidente Trump está abusando de seu poder para perseguir adversários políticos semanas antes de uma eleição”, afirmou Walz. Parlamentares democratas também criticaram a operação e disseram que cobrarão responsabilização pelo que classificam como abuso de poder.