
Quem sabe faz a hora. Passei a vida cantando esta letra e só agora ela começa a fazer sentido. Estamos tentando enfrentar o fascismo miliciano através dos métodos tradicionais: partido político, candidatos, dirigentes partidários. Nada funciona. A gente que não faz política partidária fica desesperada, não existe uma resposta à altura do que parece óbvio. O fascismo está aí. A ultradireita que afronta todos os direitos está com a cara na mesa. Nada vinga. Os mecanismos tradicionais nos pregam na parede. Estamos literalmente emparedados.
De repente, o excesso dos abusos fascistas, do descaso pelos direitos mínimos que estão sendo violados, da não possibilidade de ouvir o outro, enfim, o cansaço do modo arbitrário e violento da ultradireita detonou um gatilho. Os milhões de pessoas que estavam nas ruas no final de semana não foram convocados pelo PT ou por qualquer partido político. Foi um movimento especialmente da juventude e de todos cansados dos abusos. Que bom que os partidos ficaram fora deste incrível e emocionante movimento. É o povo dizendo sim à democracia. À não ingerência fascista. À não violência. É o país respondendo aos anseios democráticos. A ânsia da vida por si mesma. Foi um momento lindo, forte e espontâneo. E que selou a nossa opção democrática.
Ganhamos as eleições com este movimento. A democracia agradece.
Lula se jogou nos braços do povo após mais um ato histórico, onde esquerda e direita se uniram para apoiar o presidente na Paulista.
NÃO VÃO NOS CALAR
#LULANAPAULISTA https://t.co/5I6OAGCqz0— Lázaro Rosa 🇧🇷 (@lazarorosa25) October 11, 2026