
O presidente nacional do PCO, Rui Costa Pimenta, disse que votaria em Flávio Bolsonaro caso a eleição se resumisse ao combate à criminalidade. A declaração ocorreu na Causa Operária TV, ao criticar o lema adotado pelo PT no segundo turno, resumido por Lula como “bandido preso e trabalhador protegido”.
“Se é para votar nisso daí, eu voto no Flávio Bolsonaro. Se eu achasse que o negócio é a grande questão é combater a bandidagem, é Flávio Bolsonaro, não é Lula”, afirmou Pimenta. Ele sustentou que o PT teria dado uma “guinada à direita”, e não à esquerda.
O presidente nacional do Partido da Causa Operária (PCO), Rui Costa Pimenta, defendeu mudanças na estratégia da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva para o segundo turno contra Flávio Bolsonaro. Em entrevista à TV 247 na terça-feira (6), o dirigente avaliou que a candidatura petista enfrenta dificuldades para atrair eleitores e atribuiu parte do cenário aos erros políticos e táticos cometidos pelo governo nos últimos meses.
🇧🇷🗳️ "Se é para votar nisso daí, eu voto no Flávio Bolsonaro", diz Rui Costa Pimenta, presidente do PCO.
Ao criticar a guinada do PT à direita, Rui atacou o discurso de Lula sobre segurança pública: "É Flávio Bolsonaro, não é Lula". pic.twitter.com/ocGwTwIFkg
— RT Brasil (@rtnoticias_br) October 10, 2026
Pimenta criticou a condução do governo na crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e o ministro Alexandre de Moraes. Para ele, o PT concentrou o debate em questões jurídicas, sem considerar o desgaste da Corte perante a opinião pública. O presidente do PCO afirmou que Lula deveria defender abertamente a saída do magistrado, em vez de apresentar propostas genéricas para alterar as regras de indicação de futuros ministros.
PCO e o segundo turno
Costa Pimenta informou ainda que o posicionamento oficial de sua agremiação sobre o segundo turno e o balanço do primeiro turno seriam debatidos e votados na Conferência Nacional do partido, prevista para este domingo (11). Embora a definição dependesse dessa votação, ele ressaltou que a legenda mantém independência partidária.
Pimenta também destacou que o PCO rejeita a lógica do voto no “mal menor”, por entender que as grandes questões políticas não se resolvem no terreno eleitoral. Segundo ele, o objetivo central do partido é organizar a luta da classe trabalhadora contra a burguesia, e não atuar como cabo eleitoral de outras legendas.