Menina ergue Constituição em ato de Lula e é comparada a criança com arma em ato de Flávio

Arma Constituição Flávio Lula
Menina com constituição em ato de Lula no Rio Grande do Norte foi comparada a menino com arma em ato de Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução

A foto de uma menina erguendo a Constituição no ato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), neste sábado (10), em Natal (RN), passou a ser comparada nas redes sociais ao vídeo de um menino com uma suposta arma. A segunda cena foi registrada em uma comemoração de apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL), em Parnamirim, na Grande Natal.

Vestida de branco, a menina segura o livro cercada por apoiadores de Lula no bairro Alecrim. Ela aparenta estar sobre um veículo. A campanha do presidente também passou a utilizar a imagem na disputa eleitoral.

A Constituição entrou no debate do segundo turno depois que Flávio Bolsonaro afirmou que, se eleito, pretende mudar a Constituição para “redemocratizar o país”. Apoiadores de Lula passaram a usar a declaração na campanha. Após a repercussão, o candidato do PL disse que se referia a propostas de emenda constitucional, como uma reforma do Judiciário e o fim da reeleição.

No ato em Natal, Lula esteve acompanhado por governadores eleitos de estados do Nordeste e pediu que o público lembrasse como era a região antes de seus governos. “Se essa gente não ganhar as eleições, tudo aquilo que foi conquista no Nordeste será destruído”, afirmou.

O menino filmado em Parnamirim tem 9 anos e estava com o pai. Ao Conselho Tutelar, a mãe afirmou que não sabia que o filho estava no ato político e só soube quando recebeu o vídeo de um amigo. Ela também relatou que o objeto era uma arma de brinquedo. A Polícia Civil não havia confirmado que se tratava de uma arma de fogo.

Segundo a conselheira tutelar Amanda Melo, o órgão acionou a Polícia Civil do Rio Grande do Norte para apurar o episódio e comunicou o Ministério Público. A mãe recorreu à Justiça para regularizar a guarda. A polícia informou que identificou os pais e investiga o caso, mas não detalhou as diligências porque o procedimento tramita sob segredo de Justiça.

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