
O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), minimizou a relação de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com Daniel Vorcaro e afirmou que políticos de diferentes correntes consideravam o Banco Master uma instituição séria. Em entrevista, o senador chamou o empresário de “encantador de serpente” e disse que não há prova de benefício ao presidenciável do PL no Senado.
Flávio é investigado pelo STF após pedir dinheiro a Vorcaro para financiar “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro. Cleitinho alegou que o pedido envolveu recursos privados e declarou: “Não ficou provado que teve algum benefício aqui dentro do Senado, provou nada, então segue o jogo”.
A Polícia Federal investiga a possibilidade de os recursos ligados ao filme terem financiado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Questionado sobre essa linha de apuração, Cleitinho respondeu: “Está concretizado isso? Então segue o jogo.”
O governador eleito afirmou que Vorcaro procurou políticos “de todos os espectros ideológicos”, incluindo o presidente Lula. Para ele, a situação mudou depois da prisão do banqueiro: “Agora que ele está preso, se continuar tendo contato com ele, está errado.”

Cleitinho cita dívida de Minas em conversa com Flávio Bolsonaro
Cleitinho disse que não pretende discutir uma eventual participação do Republicanos em um governo de Flávio. “Deus que me livre, não tenho nada com isso, quero cuidar do meu governo lá de Minas Gerais”, afirmou, ao dizer que não pediu cargos ao aliado.
Segundo o senador, seu único pedido a Flávio foi a renegociação da dívida de Minas Gerais. Ele afirmou que o candidato do PL assumiu o compromisso e relatou uma proposta para que parcelas mensais da dívida sejam revertidas em obras no estado.
Sobre a proposta de fim da escala 6×1, Cleitinho declarou que pediu a Flávio Bolsonaro apoio à medida e recebeu uma resposta favorável. O governador eleito disse que já apoiaria o presidenciável independentemente da votação e atribuiu ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a decisão de pautar a matéria.
Cleitinho também respondeu às críticas pelo uso de jatinhos de empresários durante a campanha. “Todo mundo tem direito, desde que seja honesto, legítimo”, disse, acrescentando que as contas eleitorais podem ser fiscalizadas e que não vê irregularidade nos deslocamentos.