
A Polícia Federal usou um robô antibomba na manhã de 8 de outubro de 2026 para periciar e mapear o antigo prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no Recife. O edifício sofreu um incêndio de grandes proporções na noite anterior, e a estrutura ficou comprometida.
Os peritos controlaram o equipamento à distância para evitar a entrada imediata em áreas com risco de desabamento. O robô conta com braço mecânico e câmeras, recursos empregados na inspeção do interior do imóvel.
A operação também buscou localizar focos de calor remanescentes e identificar eventuais riscos químicos ou biológicos deixados pela destruição de materiais armazenados nos laboratórios. A PF empregou ainda um drone na varredura da área atingida.
O incêndio destruiu laboratórios e projetos de pesquisa da universidade, entre eles estudos sobre câncer, obesidade, Covid-19, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) e autismo. A estimativa de prejuízo chega a R$ 100 milhões.
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PF vai investigar as causas do incêndio na UFPE
A Polícia Federal informou que instaurará inquérito para apurar as circunstâncias e as causas prováveis do incêndio. Uma equipe de peritos federais foi deslocada ao campus para examinar o local.
“Inquérito policial será instaurado a fim de apurar todas as circunstâncias e causas prováveis”, afirmou a corporação em nota. A investigação deverá considerar as condições da estrutura e os materiais que havia no prédio.
A PF mantém tratativas com o reitor da UFPE, Alfredo Macedo Gomes, e com o comando do Corpo de Bombeiros. O edifício fica na zona oeste do Recife e abrigava a área de inovação e empreendedorismo da universidade.
O Corpo de Bombeiros afirmou que os materiais guardados no imóvel contribuíram para que o fogo se alastrasse rapidamente e “provocou grandes danos no prédio”. Ninguém ficou ferido no incêndio.