
O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, defendeu a criação de um mandato de cinco anos enquanto estiver na Presidência. O senador afirmou que pretende usar o capital político de um presidente recém-eleito para aprovar no Congresso uma proposta de emenda à Constituição sobre o tema.
“Não tem que valer só para o futuro. Para mim, tem que valer já no meu mandato. Se serão quatro ou cinco anos, se também vai valer para governador e prefeito, isso o processo legislativo é que vai definir”, disse.
As normas sobre reeleição constam na Constituição, e qualquer alteração exige aprovação de uma PEC pela Câmara e pelo Senado.
Flávio afirmou ser autor de uma PEC que trata do assunto e disse que levará a proposta adiante se vencer a eleição. “Mais do que um compromisso, eu assinei a PEC, sou autor da PEC e vou usar o capital político que um presidente recém-eleito tem para conseguir aprová-la no Congresso”, declarou.
➡️ "Eu propus pra mim só", diz Flávio Bolsonaro sobre fim da reeleição pic.twitter.com/KDNq4SCWZ6
— Metrópoles (@Metropoles) October 8, 2026
Proposta integra pacote de mudanças constitucionais
O senador disputa o segundo turno presidencial contra Lula (PT), com votação marcada para 25 de outubro. Ele também disse que não pretende concorrer à reeleição em 2030 caso conquiste o Palácio do Planalto nesta eleição.
A discussão voltou ao centro da campanha após Flávio afirmar, na quarta-feira (7), que usaria a maioria obtida por partidos de direita no Congresso para promover alterações na Constituição. Questionado sobre a declaração, ele incluiu o fim da reeleição entre as medidas que pretende defender.
Na mesma ocasião, o candidato citou mudanças no Judiciário e no Supremo Tribunal Federal, redução da maioridade penal e alterações na reforma tributária. Em um evento de apoio do Republicanos, também voltou a falar em “redemocratizar” o país e afirmou que as instituições precisam “voltar a ser respeitadas”.
Flávio já defendia o fim da reeleição antes do segundo turno. Em agosto, ele negou ter negociado com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), um acordo sobre o tema em troca de maior engajamento na campanha e sustentou que a proposta era uma bandeira própria.