Deputado do PL vê o bolsonarismo igual ao nazismo de Hitler

Não é de hoje que o bolsonarismo se apega ao nazismo. Os apoiadores de Jair Bolsonaro recorreram inúmeras vezes à simbologia nazifascista durante o seu governo. O próprio ex-presidente tem uma foto, datada de 2015, ao lado de um sósia de Adolf Hitler. Em 2021, recebeu a neta de um ex-ministro de Hitler em Brasília e membros do Querdenken, movimento de extrema direita que planejou um golpe de Estado na Alemanha. Além disso, em 2020, o seu então secretário da Cultura, Roberto Alvim, publicou vídeo com trecho de discurso e o mesmo formato utilizado pelo ministro da Propaganda de Hitler, Joseph Goebbels.

Mais uma vez, a história se repete e a direita volta a se aliar ao nazismo por meio de um deputado reeleito do partido de Flávio Bolsonaro, o PL (Partido Liberal).

Sem nenhuma desfaçatez, o deputado federal Cabo Gilberto (PL), reeleito com a maior votação da Paraíba (267.142 votos), comparou a ampla votação que a direita teve em 4 de outubro, elegendo grande número de deputados, senadores e governadores, ao despertar do nazismo e de Adolf Hitler na Alemanha.

“Eu gosto muito de história e, no final da Primeira Guerra Mundial, Winston Churchill e os vencedores humilharam a Alemanha nazista. Antes de ser Alemanha nazista. Então, a Suprema Corte vem humilhando o povo brasileiro, a liberdade do povo brasileiro, junto, nesse conluio com o PT. Então, a população está vendo isso. Tem um certo limite”, disse o deputado bolsonarista.

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A fala proferida durante entrevista à Rádio Arapuan indica, na visão do Cabo, uma reação ao STF (Supremo Tribunal Federal) por ter prendido milhares de pessoas pela tentativa de golpe de Estado, no 8 de janeiro. Segundo ele, as urnas deram o recado e o alvo principal é o ministro Alexandre de Moraes.

Em outro momento, o deputado disse: “Se os aliados tivessem vencido a guerra, como venceram, e não tivessem humilhado o país, eles não teriam Segunda Guerra, porque Hitler não ficaria forte o suficiente com o apoio da população por conta disso. A gente não teria a Segunda Guerra Mundial.”

Ao dizer que gosta “muito de história”, o deputado erra ao creditar a Churchill uma humilhação, sendo que ele só ocuparia o cargo de primeiro-ministro do Reino Unido em 1940, com a Segunda Guerra já em curso. Na Primeira Guerra, ele serviu às Forças Armadas britânicas durante o conflito.

 Mas esse erro é menor perto da comparação que coloca a vitória do PL, seu partido, e outras legendas de direita, no mesmo patamar da ascensão do nazismo.

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