Estudantes da Universidade Federal Fluminense (UFF) tomaram as ruas de Niterói, no Rio de Janeiro, na noite desta segunda-feira (5), em defesa da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e contra Flávio Bolsonaro (PL) e o avanço do bolsonarismo.
A manifestação ocorreu um dia depois do primeiro turno e foi organizada pelos próprios estudantes e também o Centro Acadêmico Evaristo da Veiga (CAEV), da Faculdade de Direito da UFF. A mobilização nasceu como reação imediata ao resultado das urnas. “O abalo e o espanto com o resultado de domingo precisam se transformar em movimento”, dizia a convocação do CAEV.
Com faixas, cartazes e palavras de ordem, os estudantes passaram pelo Gragoatá, Ingá e Icaraí. Uma bandeira com a inscrição “UFF Antifascista” foi colocada na entrada da Faculdade de Direito.
Em um dos momentos do ato, os manifestantes deram o recado: “Os estudantes de Niterói dão um recado ao bolsonarismo. Nós não vamos recuar. É Lula. Bolsonaro, não. Ele não. Ele nunca. É Lula.” Também houve coro de “Não tem anistia”.
Outros registros também mostram estudantes defendendo a democracia e o apoio a Lula durante a caminhada.
ANPG convoca reação
Após os atos, a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) também faz um chamado à organização da comunidade acadêmica. Em manifestação divulgada nesta terça-feira (6), a entidade classificou o resultado do primeiro turno como de “extrema gravidade” e afirmou que o cenário traz “ameaças reais ao futuro do país”.
Para a ANPG, o momento exige “debate e atuação resoluta daqueles que defendem a ciência, o desenvolvimento, a democracia e a soberania para impedir retrocessos”.
A entidade informou ainda que reunirá sua diretoria ainda nesta terça e articula ações com outras organizações científicas e acadêmicas. A intenção é apresentar orientações aos pós-graduandos e às Associações de Pós-Graduandos (APGs) para a mobilização no segundo turno.
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Defesa da universidade pública
A manifestação também colocou a defesa da universidade pública no centro do ato. Durante o governo Jair Bolsonaro, universidades federais enfrentaram cortes orçamentários e sucessivos embates com o então presidente. A mobilização em Niterói retomou esse histórico ao associar a defesa da educação pública à oposição ao retorno do bolsonarismo ao Palácio do Planalto, agora representado pela candidatura de Flávio Bolsonaro.
A UFF reúne cerca de 50 mil estudantes e mantém campi em Niterói e em outras cidades do estado do Rio de Janeiro.
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com agências