VÍDEO – Lula diz que sua campanha carrega nas costas “promiscuidade” do STF

Lula
O presidente Lula (PT) na primeira reunião de campanha após o primeiro turno. Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (5) que sua campanha está carregando nas costas a “promiscuidade” que, segundo ele, se estabeleceu no Supremo Tribunal Federal (STF). Em reunião com a coordenação eleitoral, o petista defendeu uma nova reforma do Judiciário.

A crítica ocorreu um dia após o primeiro turno e foi acompanhada de um alerta sobre a credibilidade da Corte. Para Lula, a desconfiança da sociedade em relação ao Supremo constitui um problema grave, que deverá ser enfrentado na campanha para a nova votação.

No vídeo, o presidente defende que a sociedade participe da discussão sobre os critérios de escolha dos ministros. Ele questiona se as indicações devem atender a interesses pessoais do presidente da República, pressões do Congresso ou interesses do poder econômico. Também propõe debater se os integrantes da Corte devem ter mandatos com prazo determinado.

Lula sustenta ainda que ninguém está acima da lei, incluindo ministros do Supremo. Ao recordar a reforma do Judiciário realizada em seu primeiro governo, afirmou que os resultados ficaram aquém do esperado e atribuiu essa limitação ao corporativismo nos conselhos. Na avaliação do presidente, uma nova mudança precisa definir o papel da sociedade nesse processo.

A cobrança dá continuidade às manifestações anteriores do petista sobre a crise. Em 16 de setembro, Lula cobrou responsabilidade de Edson Fachin, presidente do STF, para impedir que os desdobramentos do caso Banco Master prejudicassem o processo eleitoral. A campanha também já havia defendido um código de ética para o Judiciário, além do combate aos supersalários.

O discurso ocorre na reorganização da campanha para o segundo turno, marcado para 25 de outubro. Lula terminou a primeira etapa com 45,16% dos votos válidos, atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL), que recebeu 47,03%. Na reunião com aliados, o presidente apresentou a reforma do Judiciário como um dos assuntos que pretende discutir nessa nova fase da disputa.

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