Com 99% das urnas apuradas, Lula e Flávio Bolsonaro vão ao 2° turno

Luiz Inácio Lula da Silva
Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL) terminou o primeiro turno da eleição presidencial à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e os dois disputarão o Planalto em 25 de outubro. Com 99% das urnas apuradas, a confirmação do segundo turno consolidou uma nova disputa direta entre a esquerda e a direita.

Flávio Bolsonaro somou 47,26% dos votos, enquanto Lula alcançou 44,89%. A diferença de pouco mais de dois pontos percentuais colocou o senador em vantagem na largada da etapa final da campanha.

Augusto Cury (Avante) ficou em terceiro lugar, com cerca de 2,9% dos votos. Os demais candidatos, somados, não chegaram a 8%, depois de uma campanha marcada pela concentração de votos nos dois principais concorrentes.

O resultado contrariou pesquisas divulgadas na véspera da votação, que apontavam Lula numericamente à frente, embora também projetassem um segundo turno. Desde a redemocratização, nenhuma eleição presidencial registrou vitória no segundo turno de um candidato que tenha terminado a primeira rodada em desvantagem.

Lula e Flávio Bolsonaro – Foto: Reprodução

Disputa opõe reeleição de Lula à candidatura de Flávio Bolsonaro

Lula busca o quarto mandato presidencial aos 80 anos. Em 2022, ele venceu Jair Bolsonaro no segundo turno e havia encerrado a primeira etapa daquela eleição 5,2 pontos à frente do então presidente; desta vez, iniciou a rodada decisiva atrás de Flávio.

Durante a campanha, o governo Lula apresentou dados como a taxa de desemprego de 5,3% e os menores índices de pobreza e extrema pobreza desde o início da série histórica, em 2012. A aprovação do governo, porém, chegou a 48%, enquanto 49% declararam desaprovação em pesquisa Datafolha divulgada antes do primeiro turno.

Flávio Bolsonaro, de 45 anos, assumiu a candidatura da família após a inelegibilidade de Jair Bolsonaro. O senador prometeu “fazer justiça” pelo pai e anistiar envolvidos no ato terrorista de 8 de Janeiro, além de concentrar ataques no custo de vida, na segurança pública, na corrupção e no Supremo Tribunal Federal.

O candidato do PL também enfrentou questionamentos durante a corrida eleitoral por sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro e o financiamento do filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro. As controvérsias, assim como o desentendimento público com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, não impediram que ele chegasse ao segundo turno na liderança.

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