A dois dias do primeiro turno das eleições de 2026, candidatos ao Senado apoiados ou aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparecem entre os nomes mais competitivos em diferentes estados brasileiros. Os levantamentos mais recentes, porém, mostram cenários distintos de acordo com a unidade da Federação, com disputas próximas em várias das 54 vagas que serão preenchidas neste domingo (4).
O Senado terá renovação de dois terços de sua composição: cada estado e o Distrito Federal elegerão dois senadores. Como o eleitor pode escolher dois nomes, os percentuais das pesquisas não devem ser somados como se fossem uma eleição de voto único.
Um levantamento do Poder360 publicado em 26 de setembro identificou 23 candidatos aliados do governo entre os 54 nomes que ocupavam as duas primeiras posições numéricas ou estavam tecnicamente empatados na disputa pelas vagas, considerando as pesquisas estaduais disponíveis naquele momento. O levantamento utilizou pesquisas registradas na Justiça Eleitoral e com campo iniciado a partir de 10 de setembro.

Na reta final, novos levantamentos alteraram algumas fotografias estaduais. O mapa atualizado da Politon Data reúne pesquisas divulgadas até 3 de outubro e registra levantamentos recentes em 26 das 27 unidades da Federação.
Bahia: Rui Costa e Jaques Wagner aparecem à frente
A Bahia é um dos estados em que os dois candidatos da chapa apoiada por Lula aparecem nas primeiras posições.
Na pesquisa AtlasIntel/A TARDE divulgada neste sábado (3), Rui Costa (PT) registrou 27,3% dos votos válidos e Jaques Wagner (PT), 24,6%. Angelo Coronel (Republicanos) marcou 21,9% e João Roma (PL), 21,2%.
O resultado mantém os dois petistas à frente no levantamento mais recente, realizado na reta final da campanha.
Pernambuco: Marília Arraes e Humberto Costa com 19%
Em Pernambuco, a pesquisa Datafolha divulgada em 1º de outubro colocou Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT) com 19% cada.
Mendonça Filho (PL) apareceu com 12% e Eduardo da Fonte (PP), com 10%. A margem de erro é de três pontos percentuais. Foram entrevistados 1.204 eleitores entre 28 de setembro e 1º de outubro.
O levantamento também mostrou que 52% dos entrevistados ainda não haviam definido espontaneamente nenhum nome para o Senado, enquanto 16% declararam voto branco ou nulo. Como são duas vagas, o Datafolha permitiu a indicação de até dois candidatos.
Paraíba: João Azevêdo e Veneziano entre os primeiros
Na Paraíba, a pesquisa Quaest divulgada em 22 de setembro registrou João Azevêdo (PSB) com 28% e Veneziano Vital do Rêgo (MDB) com 18%. Nabor Wanderley (Republicanos) apareceu com 12%, seguido de Marcelo Queiroga (PL), com 7%.
O levantamento considera a combinação dos dois votos para o Senado.
A pesquisa mais recente disponível para a Paraíba no mapa da Politon Data continua sendo a Quaest de 22 de setembro.
Pará: Helder Barbalho aparece isolado na primeira posição
No Pará, o levantamento Futura/100% Cidades divulgado em 1º de outubro apontou Helder Barbalho (MDB) com 48,9%, seguido de Delegado Éder Mauro (PL), com 39,1%, e Chicão (União Brasil), com 35,2%.
Zequinha Marinho (Podemos) marcou 27,3%.
A pesquisa ouviu 1.000 eleitores entre 24 e 28 de setembro, com margem de erro de 3,1 pontos percentuais.
Ceará: Cid Gomes e Luizianne Lins aparecem no bloco da frente
No Ceará, levantamento AtlasIntel realizado entre 15 e 20 de setembro mostrou Cid Gomes (PSB) com 26,9% e Luizianne Lins (Rede) com 24,8%. Capitão Wagner (União Brasil) registrou 22,4% e Alcides Fernandes (PL), 17,9%.
A pesquisa ouviu 1.815 pessoas e teve margem de erro de dois pontos percentuais.
O Ceará é um dos estados em que dois nomes do campo político aliado a Lula aparecem entre os três primeiros colocados.
Rio de Janeiro: Benedita lidera e segunda vaga está aberta
No Rio de Janeiro, a pesquisa Datafolha de 1º de outubro colocou Benedita da Silva (PT) com 19%, enquanto Carlos Portinho (PL) e Carlos Jordy (PL) registraram 13% cada. Pedro Paulo (PSD), aliado do campo governista, apareceu com 8%.
A pesquisa apontou empate técnico entre os candidatos que disputam a segunda vaga, considerando a margem de erro de três pontos percentuais.
O levantamento ouviu 1.204 eleitores entre 28 de setembro e 1º de outubro.
Minas Gerais: Marília Campos entre os primeiros
Em Minas Gerais, a pesquisa Datafolha divulgada em 1º de outubro registrou Domingos Sávio (PL) com 14%, Marília Campos (PT) com 13%, Carlos Viana (PSD) com 12% e Aécio Neves (PSDB) também com 12%.
O cenário reúne quatro nomes em uma faixa estreita de pontuação, considerando a margem de erro da pesquisa.
Marília Campos é candidata apoiada por Lula e participou ao lado do presidente da caminhada realizada em Belo Horizonte na sexta-feira (2).
São Paulo: Marina Silva e Simone Tebet no grupo da frente
No maior colégio eleitoral do país, a pesquisa Datafolha divulgada em 1º de outubro registrou Marina Silva (Rede) com 16%. André do Prado (PL) apareceu com 15%, Simone Tebet (PSB), com 15%, e Guilherme Derrite (PP), com 14%.
O levantamento ouviu 1.610 eleitores entre 28 e 30 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais. A própria base de dados ressalta que os intervalos de margem de erro se sobrepõem na fronteira das posições.
Marina Silva e Simone Tebet integram o campo de apoio a Lula na eleição presidencial.
Amapá: Randolfe Rodrigues aparece entre os primeiros
No Amapá, Randolfe Rodrigues (PT), candidato à reeleição, aparece entre os nomes mais competitivos. O estado tinha, na seleção mais recente da Politon Data, pesquisa do Paraná Pesquisas divulgada em 28 de setembro.
O levantamento anterior compilado pelo Plano Político mostrava Randolfe com percentual elevado, ao lado de Rayssa Furlan (Podemos) e Lucas Barreto (PSD), em uma disputa pela segunda vaga.
Amazonas, Espírito Santo, Maranhão, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Sergipe
Os levantamentos mais recentes também colocam aliados ou apoiadores de Lula entre os candidatos competitivos em outros estados.
No Amazonas, Eduardo Braga (MDB), candidato à reeleição, aparece entre os nomes mais bem posicionados. No Espírito Santo, o ex-governador Renato Casagrande (PSB) integra o grupo de candidatos competitivos. No Maranhão, Roseana Sarney (MDB) e André Fufuca (PP) aparecem nas primeiras posições dos levantamentos.
No Rio Grande do Norte, Zenaide Maia (PSD) está entre os nomes competitivos. No Rio Grande do Sul, Manuela D’Ávila (PSOL) aparece entre os candidatos mais bem posicionados. Em Sergipe, Rogério Carvalho (PT) também figura no bloco competitivo.
Alagoas e Piauí mostram disputas mais abertas
Em Alagoas, Renan Calheiros (MDB) aparece entre os principais candidatos, mas o levantamento mais recente do Paraná Pesquisas, realizado de 26 a 29 de setembro, colocou Marina JHC com 45,6%, Arthur Lira com 41,6% e Renan com 36,9%. A margem de erro é de 2,7 pontos.
No Piauí, Marcelo Castro (MDB) aparece em empate técnico na faixa superior da disputa. O Datafolha de 17 de setembro registrou Ciro Nogueira (PP) e Marcelo Castro com 17% cada e Júlio César (PSD) com 15%. A pesquisa apontou empate técnico entre os três.
Um mapa nacional ainda marcado por disputas abertas
O retrato dos últimos dias não permite transformar as pesquisas em uma projeção de resultados. Levantamento publicado neste sábado pelo Estadão/Agência Estado aponta disputas abertas em 24 estados e no Distrito Federal, enquanto os estudos têm limitações próprias para medir uma eleição em que cada eleitor escolhe dois candidatos.
O quadro também evidencia a diferença entre apoio político e posição nas pesquisas: Lula declarou apoio oficial a 50 candidatos ao Senado, mas nem todos aparecem entre os dois primeiros ou tecnicamente empatados nas pesquisas estaduais. O levantamento do Poder360 identificava 18 candidatos oficialmente apoiados entre os 21 nomes aliados considerados competitivos em 6 de setembro; pesquisas posteriores modificaram parte desse cenário.
Como o voto para o Senado envolve duas escolhas e as pesquisas utilizam amostras, datas de campo e métodos distintos, os números devem ser lidos como fotografias de momentos específicos, e não como resultados eleitorais antecipados. A votação ocorre neste domingo (4), quando serão preenchidas as 54 cadeiras em disputa.