Apoio à democracia chega a 73% na reta final da eleição, mostra Datafolha

Urnas
Servidores do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) testam lacre das urnas que serão usadas no primeiro turno. Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

A democracia é considerada a melhor forma de governo por 73% dos eleitores brasileiros, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (2). O percentual está quatro pontos acima dos 69% registrados em dezembro de 2024, última ocasião em que o instituto havia perguntado sobre o tema. Com informações da Folha de S.Paulo.

Para 15% dos entrevistados, tanto faz viver em uma democracia ou em uma ditadura. Outros 7% afirmaram que, em certas circunstâncias, a ditadura é preferível ao regime democrático. Houve ainda entrevistados que não souberam responder ou apresentaram outras respostas.

A preferência pela democracia aparece em patamares próximos nos eleitorados dos dois principais candidatos à Presidência. Entre quem declara voto em Lula (PT), 76% escolhem o regime democrático como a melhor forma de governo. Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro (PL), são 74%.

A defesa da ditadura em determinadas circunstâncias, por sua vez, foi mencionada por 5% dos eleitores de Lula e por 9% dos de Flávio Bolsonaro. Esses percentuais correspondem à pergunta sobre o regime político, e não à avaliação do governo ou à intenção de voto.

Nos recortes demográficos, o apoio à democracia registra 78% entre homens e 68% entre mulheres. Os mesmos percentuais aparecem na comparação entre entrevistados de 35 a 44 anos, com 78%, e aqueles de 25 a 34 anos, com 68%.

Datafolha
Foto: Arte/DCM

A série histórica começou em 1989. Seu menor índice de preferência pela democracia foi registrado em fevereiro de 1992, com 42%. O maior ocorreu em outubro de 2022, quando chegou a 79%. O resultado atual permanece seis pontos abaixo desse recorde.

Encomendado pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, o levantamento ouviu presencialmente 2.506 eleitores de 16 anos ou mais em 152 municípios, entre 29 de setembro e 1º de outubro. As entrevistas foram realizadas em pontos de fluxo populacional. A margem de erro nacional é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-08039/2026.

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