Uma derrota da arrogância da Globo. Por Moisés Mendes

Cenário vazio do debate da Globo. Reprodução

Os cenários desabam sobre as cabeças dos Marinho no que um dia chamaram de Vênus Platinada. Flávio Bolsonaro desiste de ir ao debate da Globo. A pesquisa do Dafolha, com melhoria na performance de Lula, e a ordem de Gilmar Mendes para que Renan Santos participe afrouxaram o sujeito.

E os púlpitos? O que César Tralli, Merval Pereira e Malu Gaspar farão com os púlpitos? Só falta os bolsonaristas pedirem que o véio da Havan substitua o filho ungido. É o caos na extrema direita.

Em nome das liberdades que não defendeu para a jornalista Maria Cristina Fernandes, que trabalha para a empresa, e para o humorista Antonio Tabet, ambos atacados pelo bolsonarismo, a Globo queria humilhar Lula no debate desta noite.

Iria expor um púlpito vazio, permitindo também que os candidatos da direita fizessem perguntas para alguém que não estará no debate. A ministra Estela Aranha, do TSE, disse que não, que não é assim que a democracia funciona. A Globo foi derrotada no que lhe resta de arrogância.

César Tralli, o mediador do debate que não houve na Globo. Reprodução

Claro que Lula seria atacado pelo sujeito da família miliciana e pelos outros quatro. A Globo acha que liberdade é o que a organização determina. Por que uma empresa golpista achou que poderia humilhar Lula para favorecer o membro de uma família miliciana? Por ódio, por ressentimento, por revanche e por saber que a crise da corporação é irreversível.

Lula ainda poderá estar no governo, até o final de 2020, quando a Globo estiver definhando e catando restos de audiência, agarrada agora não mais à velha direita, mas à extrema direita. Até Flávio Bolsonaro esnoba a Globo.

(O debate entre os quatro candidatos da direita, Caiado, Zema, Santos e Cury, acontecerá logo depois da chegada dessa notícia, que é boa para Lula. Pelo Datafolha, Lula está com 45% dos votos válidos, e Flávio tem 40%, no primeiro turno. No segundo turno, Lula tem 48%, e Flávio está com 45%. Lula ganhou um ponto e Flávio ficou na mesma situação em relação à pesquisa anterior, considerando o segundo turno. Lula também melhorou na performance do primeiro turno, de 43% para 45%, e Flávio passou de 39% para 40%.)

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